Quarta-feira, 26.04.17

Bolhas de sabão

Bolhas de sabão.jpg

No mundo em guerra fria

Fervilhante de emoções

Aproxima-se o novo dia

Livre de tod’as explosões

 

Eclodiremos em alegria

Depois de tod’as revoluções

Como há muito não se via

Carregados de chavões

 

E os asteróides de papel

Transformados em ilusão

Iludirão o assustador

 

Viveremos num carrossel

Ou numa bolha de sabão

Sem espreitar o exterior.

publicado por poetazarolho às 07:22 | link do post | comentar
Sexta-feira, 07.04.17

Sentença assinada

Setença assinada.jpg

Não me pesa a leveza

Deste caminho tão duro

Percorrido com destreza

Respirando o ar mais puro

 

Só me pesa a certeza

De que existe um futuro

Desprovido de beleza

Sem amor e tão impuro

 

Onde vida é indiferença

Onde poesia é matança

Onde música é explosão

 

Assinámos a sentença

Matámos a esperança

Ao ignorar a situação.

publicado por poetazarolho às 21:51 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 04.04.17

Loucuras

Loucuras.jpg

Distribuamos a loucura

Que suporta a realidade

Assumamos que perdura

Lampejando insanidade

 

Fundamento de procura

Da mais pura necessidade

Duma sanidade impura

Que fractura a verdade

 

Não procuremos melhor

Onde a relatividade impera

Façamos apenas diferente

 

Com este desígnio maior

Semear a paz na terra

Colher amor permanente.

publicado por poetazarolho às 23:49 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 02.04.17

Prisioneiros

Prisioneiros.jpg

Prisioneiros da sociedade

Porque ela nos oferece

Espasmos de felicidade

Nesta teia que nos tece

 

Contratos de solidariedade

Que o contratante esquece

Imposições da verdade

Que no tempo prevalece

 

Somos forma sem sentido

Somos a peça engrenada

Na estranha forma de ser

 

Pois o que é construído

Vale tudo e vale nada

Temos tudo sem nada ter.

publicado por poetazarolho às 23:04 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 25.03.17

Viagem improvável

Viagem improvável.jpg

Estou aqui mas ausente

Numa viagem improvável

O futuro fez-se presente

Com resultado imponderável

 

Encaro o passado de frente

Sentido como inalienável

Pedra angular consistente

Duma construção memorável

 

Prosseguindo esta viagem

Por um caminho repleto

De esquinas indefinidas

 

Donde resulta a miragem

Deste percurso incompleto

Com experiências intuídas.

publicado por poetazarolho às 20:21 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Quinta-feira, 23.03.17

Somos instantes

Somos instantes.jpg

Não quero mais do que quero

Não posso mais do que posso

Por não poder não desespero

Por não querer não destroço

 

Tudo é vida e tudo é morte

São os mundos paralelos

Joga-se ao azar e à sorte

Lembram-nos ao esquecê-los

 

Neste sopro que é a vida

E onde parecemos girar

Em torno de leis inconstantes

 

Nada está ganho à partida

Nem tão pouco ao chegar

Ou sequer nos breves instantes.

publicado por poetazarolho às 00:26 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 19.03.17

Sombras

Sombras.jpg

Só as sombras não me iludem

Com seu aspecto acinzentado

Ao recorte aproximado aludem

Seguindo-me p’ra tod’o lado

 

Como guarda-costas fiéis

De segredos e outras estórias

Também usam os meus anéis

E guardam minhas memórias

 

Se eu durmo estão acordadas

Se acordo assim permanecem

Sem regatear tanto serviço

 

Nunca as encontrei chateadas

E também nunca se esquecem

Deste permanente compromisso.

publicado por poetazarolho às 21:49 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 14.03.17

Alucinado

Alucinado.jpg

Não acredite no que vê

Não acredite no que sente

Não acredite no que lê

Tudo é obra de demente

 

Instalados que estamos

Na era da pós-verdade

A toda a hora duvidamos

Dessa imposta realidade

 

Quem em dúvida não põe

Esta realidade instalada

A si próprio não encontra

 

Pois ela de todos dispõe

A uma velocidade alucinada

É um outro ser que desponta.

publicado por poetazarolho às 23:41 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Sexta-feira, 10.03.17

Momentos

Momentos.jpg

Na eternidade, um segundo

Um ponto, na infinitude

Justapõem a este mundo

A origem da amplitude

 

Que espraia no horizonte

Um desejo de afirmação

No início era uma fonte

P’ra se tornar um vulcão

 

Mas eterno nunca será

Pois até a eternidade

Um dia se extinguirá

 

Por perder a mocidade,

E depois o que virá?

Por certo a realidade.

publicado por poetazarolho às 03:11 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 08.03.17

Razões

Razões.jpg

Tenho uma razão sem razão

Mas não admito prescindir

De com esforço e dedicação

Essa sua razão perseguir

 

Pode ser uma frustração

Mas também pode advir

Um momento d’explosão

Se essa razão contribuir

 

Para uma cabal explicação

Mas se esta não existir

Apostemos na interiorização

 

Do que a razão possa decidir

Num processo de conciliação

Com razões por descobrir.

publicado por poetazarolho às 23:44 | link do post | comentar | ver comentários (3)

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