Terça-feira, 20.06.17

Naturezas

Naturezas.jpg

 Arde ainda o meu coração

Não sendo o fogo do amor

Mas antes de consternação

Por tanto irmão arder de dor

 

Sem encontrar a explicação

Onde explicam tanto rumor

Incrédulo com esta situação

Nela apenas vejo o horror

 

Assumido como inevitável

Digno do verdadeiro autor

A natureza toda soberana

 

Que não sendo governável

Pode ter como seu mentor

A própria natureza humana.

publicado por poetazarolho às 23:43 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 17.06.17

Meditação

Meditação.jpg

Em uníssono meditar

Sobre a nossa condição

E quem sabe encontrar

Uma nova direcção

 

Ou pelo menos alertar

P’rós perigos qu’advirão

Se a cabeça não escutar

Os impulsos do coração

 

E a humanidade se centrar

Nos propósitos da razão

Justificativos dos meios

 

Que nos estão a asfixiar

Sem procurar solução

P’ra travar os devaneios.

publicado por poetazarolho às 08:21 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 07.06.17

Que mente

Que mente.jpg

Agora apetece-me ser

Ao pulsar do coração

Muito menos da razão

E mais do que apetecer

 

Sem que veja prescrever

Qualquer anterior lição

Pois a minha condição

Já tende para esquecer

 

Assim evolui a mente

Em constante contradição

Com o processo evolutivo

 

Isto porque nos mente

Já que chama evolução

Ao estado degenerativo.

publicado por poetazarolho às 00:40 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 31.05.17

Mutiladas

Mutiladasjpg.jpg

Mas ninguém irá ouvir

Esse grito de agonia

Por alguém subtrair

Muitas vidas num só dia

 

E quando o pano cair

Festa será de alegria

Quem teve que decidir

Fez aquilo que devia

 

Mutiladas nunca serão

Regras do poder moderno

Que se joga sob um véu

 

E aos alvos da mutilação

Oferecem-lhes o inferno

P’ra que não tenham o céu.

publicado por poetazarolho às 02:20 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Sexta-feira, 26.05.17

Razão da vida

Razão da vida.jpg

Essa é a razão da vida

Leva ao amor e ressurreição

Pois a humanidade perdida

Necessita da redenção

 

Era numa longa avenida

Que não tinha alcatrão

A lição de amor recebida

Foi além da compreensão

 

Os carrascos incitados

Pela tirania vigente

Impuseram sua cruz

 

Os do povo acobardados

Sem extravasar sua mente

Deixaram morrer Jesus.

publicado por poetazarolho às 23:41 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Terça-feira, 16.05.17

Invernos

Invernos.jpg

E o silêncio ecoou

Numa imensa oração

Nada então se escutou

A não ser o coração

 

E a alma aproveitou

Para se limpar da razão

Que em tempos a sujou

Por não ter tido atenção

 

Dizem são coisas da fé

Entre o céu e o inferno

Neste mundo pequenino

 

Mas se nada é como é

Pode ser que no inverno

Eu me faça peregrino.

publicado por poetazarolho às 00:12 | link do post | comentar
Quinta-feira, 04.05.17

Espinhos

Espinhos.jpg

Momento da caminhada

Caminhamos caminhando

E até sem ver a estrada

Caminhamos confiando

 

Mais não posso explicar

Pois não tenho explicação

Mas insisto em caminhar

Tão forte sinto a pulsão

 

Pode chover, trovejar

Os seis dias do caminho

Ao sétimo vou descansar

 

Não me sentirei sozinho

A obra vou contemplar

Seja a rosa ou o espinho.

publicado por poetazarolho às 22:52 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 02.05.17

Abraço ficcional

Abraço ficcional.jpg

A vida sente-se entrar

Nas veias, no coração

Quando temos p’ra dar

Sem questionar a razão

 

Muito mais que partilhar

Somos matéria em fusão

Do mundo a recomeçar

Numa nova direcção

 

Daqui pode não passar

Ser apenas uma ficção

Dessa outra realidade

 

Que nos vem espreitar

Antes de tomar a decisão

De abraçar a humanidade.

publicado por poetazarolho às 00:18 | link do post | comentar
Quarta-feira, 26.04.17

Bolhas de sabão

Bolhas de sabão.jpg

No mundo em guerra fria

Fervilhante de emoções

Aproxima-se o novo dia

Livre de tod’as explosões

 

Eclodiremos em alegria

Depois de tod’as revoluções

Como há muito não se via

Carregados de chavões

 

E os asteróides de papel

Transformados em ilusão

Iludirão o assustador

 

Viveremos num carrossel

Ou numa bolha de sabão

Sem espreitar o exterior.

publicado por poetazarolho às 07:22 | link do post | comentar
Sexta-feira, 07.04.17

Sentença assinada

Setença assinada.jpg

Não me pesa a leveza

Deste caminho tão duro

Percorrido com destreza

Respirando o ar mais puro

 

Só me pesa a certeza

De que existe um futuro

Desprovido de beleza

Sem amor e tão impuro

 

Onde vida é indiferença

Onde poesia é matança

Onde música é explosão

 

Assinámos a sentença

Matámos a esperança

Ao ignorar a situação.

publicado por poetazarolho às 21:51 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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