Terça-feira, 16.01.18

É o sol

É o sol.jpg

Espelhado na ondulação

Luz da lua ao cair da noite

É o fruto da imaginação

Até onde esta se afoite

 

É tudo mais porque não

E agora quero ser nada

Não pensar na situação

Quero ser a tua estrada

 

Pisa apenas meu caminho

Imagina o que te aprouver

Mas não retenhas a lição

 

Posso ser um porco-espinho

Posso estar onde quiser

Mas não picar tua mão.

publicado por poetazarolho às 06:59 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 12.01.18

Há coisas

Há coisas.jpg

Há coisas a acontecer

E outras não acontecem

Há pessoas a adormecer

E outras não adormecem

 

Há corpos a aquecer

Enquanto outros arrefecem

E gente a enriquecer

Enquanto outros empobrecem

 

Há coisas e corpos no chão

Coisas que não se conhecem

E até gente sem coração

 

Há coisas que não merecem

Quem as possa ter na mão

E coisas que não se esquecem.

publicado por poetazarolho às 22:21 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 02.01.18

Desumanidade

Desumanidade.jpg

Filósofos em extinção

Deixaram-nos a filosofia

Os poetas onde estão

Apesar de tanta poesia

 

Já não existe revolução

Onde outrora existia

Não é importante o pão

E menos quem o comia

 

Para onde vai a intenção?

Parte em busca da verdade

Sabendo que nunca existiu

 

E porquê a interrogação

Em torno da humanidade

Se esta já se extinguiu.

publicado por poetazarolho às 04:47 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Solidões

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Eu te aviso meu irmão

Que o amor é importante

Não me roubes a solidão

Se pensas ficar distante

 

Sinto bem a tua aflição

Nessa indefinição oscilante

Tua ausência é contradição

Tua presença insignificante

 

Não respeita a intenção

De cultivar a verdade

Duma solidão preservada

 

Pois não existe coração

Que ofereça solidariedade

Se na alma não traz nada.

publicado por poetazarolho às 04:45 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 31.12.17

Magia da poesia

Magia da poesia.jpg

Noutras eras deste mundo

Quando ainda havia magia

Dele também era oriundo

Todo um mundo de poesia

 

Depois a magia esfumou

E a poesia sem pretensão

Dentro dela resguardou

Magia do mundo de então

 

E mais tarde presenteou

Menino que pensava ser mago

Ao abrir-lhe caminho um dia

 

Pois foi quando lhe mostrou

Com o carinho dum afago

Tudo o que o mundo escondia.

publicado por poetazarolho às 01:00 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 12.12.17

O poder

O poder.jpg

Eu não sei donde venho

Nem saberei até quem sou

Não importa o que tenho

Nem sequer p’ra onde vou

 

O caminho não desdenho

Só porque alguém o talhou

Nem faço meu o desenho

Pois sei quem o desenhou

 

A vida não sei se é assim

Só porque alguém o diz

Talvez seja doutra maneira

 

Mas tenho cá para mim

Que o poder de ser feliz

É sempre p’rá vida inteira.

publicado por poetazarolho às 23:16 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Quarta-feira, 22.11.17

Fusão

Fusão.jpg

Não questiones a razão

Não procures a verdade

Pois existe distribuição

De ambas em quantidade

 

Procura distanciação

P’ra veres a realidade

Com total abstracção

E toda a simplicidade

 

Não retires conclusão

Pois terás uma infinidade

Cada qual com seu pendor

 

Mistura tudo em fusão

Constrói a diversidade

Permite tão só o amor.

publicado por poetazarolho às 05:03 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 16.11.17

Meditação instantânea

Meditação instantânea.jpg

Meu futuro é o passado

Estou bem aonde estou

Por muito ter meditado

É que não sei onde vou

 

Vou daqui a nenhum lado

Mas o pensar disparou

Não penso estar parado

Pois algo me alcançou

 

Foi o verso a caminhar

À deriva pelo universo

Fazendo o poema esperar

 

Tornado o poema disperso

Tenho a certeza de chegar

Mas desconheço o processo.

publicado por poetazarolho às 20:14 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 06.11.17

Esperança sombria

Esperança sombria.jpg

Tudo tem um outro lado

Esperança não é excepção

Até o mais esperançado

Tudo vê cair ao chão

 

Vê o futuro amputado

Na presente degradação

P’la forma como é tratado

Morre a humana condição

 

Nasce esperança sombria

Num mundo tão desigual

Só igual em declarações

 

Pode ser num novo dia

Ou num velho, não faz mal

Lhe mudemos intenções.

publicado por poetazarolho às 07:11 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 24.10.17

Ler a mente

Ler a mente.jpg

Tenta ler a humanidade

Lendo tua própria mente

Rejeitando a opacidade

Que se atravessa na frente

 

Busca somente verdade

Afastando a quem mente

Mas reconhece a realidade

Onde a mentira vigente

 

Disputa com teu saber

Uma ignorância garantida

Própria do tempo actual

 

A todos tenta convencer

Da sua verdade assumida

Como única e universal.

publicado por poetazarolho às 23:47 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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