Pulsações

 

Horas não escolhem horas

Dias não escolhem dias

Não há tempo p’ra demoras

Mas há tempo para fobias

 

Corre à sua velocidade

Sem encolher nem esticar

O tempo sem plasticidade

Dura apenas o que durar

 

Vai comprimindo a vida

Vai esmagando o viver

Bomba mais o coração

 

Pois na actual corrida

Não há tempo a perder

Aumenta-se a rotação.

publicado por poetazarolho às 20:06 | link do post | comentar