Vampiro

 

Sofremos de falta de mundo

E de dor de cotovelo crónica

Só nos falta a peste bubónica

Para que assentemos no fundo

 

Também nos sobra má língua

O cepticismo crónico floresce

Só que a malta já se esquece

Quando andávamos à mingua

 

De outra senhora era a época

Cujo espírito ainda por aí paira

Mas que importa esconjurar

 

Sangue nos sugavam c’a boca

Vampiro, este néctar te desvaira

Incenso e alho pr’a me besuntar.

publicado por poetazarolho às 21:22 | link do post | comentar