Direito à não indignação

 

O corte foi decretado

A dignidade amputada

Não sobra nem bocado

Dessa ferida gangrenada

 

O funeral encomendado

Pr’á gente envergonhada

A vergonha por seu lado

Acabou assim esgotada

 

E no mundo sem vergonha

Almas foram esquartejadas

Do corpo houve separação

 

Sem que ninguém se oponha

Ao fogo foram lançadas

E não se viu indignação.

publicado por poetazarolho às 23:17 | link do post | comentar