Revoluções

 

É um poeta sanguinário

De romantismo ausente

Tem um desígnio diário

Sofre o sofrer desta gente

 

Sente as agruras decerto

Às mãos dum poder vil

Viu a mentira bem perto

Numa madrugada d’Abril

 

Mas a verdade escondida

Cedo havia de regressar

Pr’a matar essa ilusão

 

Pois a dureza da vida

Não se pode encapotar

Sob a luz duma revolução.

publicado por poetazarolho às 23:36 | link do post | comentar