Desassossego

 

O hoje já não conta

O amanhã também não

O homem é uma afronta

O que conta é a escravidão

 

A trabalhar pr’a comer

A correr no dia a dia

A ver o mês a crescer

A conta afinal vencia

 

E virá o desemprego

E mais os cortes sem fim

E a estratégia funcionou

 

Em tempo de desassossego

Queremos escravos assim

Que não digam eu não vou.

publicado por poetazarolho às 21:18 | link do post | comentar