Sábado, 31.12.11

Inexistência

 

Por certo eu não sou eu

Também como poderia

Se eu fui eu por um dia

Tudo o resto se perdeu

 

Procuro e não encontro

Todo o eu que foi perdido

O eu que poderia ter sido

E resulta em desencontro

 

Sobram apenas fragmentos

De um eu e tudo em redor

Ter-se-á tornado irrelevante

 

Sobram apenas momentos

Desse que foi um eu menor

Desse eu que ficou distante.

publicado por poetazarolho às 23:59 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sexta-feira, 30.12.11

Um dia

 

Pensar um mundo melhor

Onde todos tenham lugar

Não haverá tarefa maior

E quem a irá concretizar?

 

Não vislumbro neste mundo

Alguém com tal capacidade

Lanço um apelo profundo

Mesmo contra a adversidade

 

Mantem aberto o coração

E um sorriso de felicidade

Recebe com muita alegria

 

E retribui com satisfação

Pois nesta reciprocidade

O mundo será melhor um dia.

publicado por poetazarolho às 22:59 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Quinta-feira, 29.12.11

Não dormirão

 

Andámos indignados

Neste ano que passou

Um grupo de enrascados

Centro financeiro ocupou

 

Foi lá nos estados unidos

Mas cá na Europa também

Uns à rasca outros perdidos

Sem saber o que lá vem

 

Será já no próximo ano

Que se deverá concretizar

Frase que gostámos d’ouvir

 

Todos ao palco, sobe o pano…

[Se não nos deixam sonhar

Não vos deixaremos dormir].

publicado por poetazarolho às 22:13 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Quarta-feira, 28.12.11

Mapa do inferno

 

Chineses com capital

Comunistas sem ideal

Capitalistas enquanto tal

Estão comprar Portugal

 

Qual será a ideologia ?

A única que se conhecia

Que é ser rei por um dia

Que é manter a dinastia

 

Que é conservar o poder

Criar o inferno de Dante

Onde já nada germina

 

Onde tudo pode acontecer

Onde se tritura o semelhante

Onde a esperança termina.

publicado por poetazarolho às 23:47 | link do post | comentar

Portugueses

 

Frases soltas quem diria

Que o meu país um dia

As gorduras eliminaria

Mas a gente não sabia

 

Que o subsídio se incluía

Que o feriado acabaria

Que depois se despediria

Nuvem negra desceria

 

E todo o país cobriria

Que cada um de nós seria

Um produto de exportação

 

Sem haver a explicação

Que a tal gordura atroz

Afinal éramos todos nós.

publicado por poetazarolho às 00:06 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 26.12.11

Infelicidade suprema

 

Das coisas sabe o preço

Mas nunca o seu valor

Nunca manifestou apreço

Sempre comprou o amor

 

Para mal dos seus pecados

Vai-se logo confessar

Vê os pecados expiados

Pr’a logo voltar a pecar

 

Compra toda a felicidade

Que o dinheiro pode comprar

Tem tudo o que sempre quis

 

Vive com grande ansiedade

Porque não consegue amar

E por nunca se sentir feliz.

publicado por poetazarolho às 21:15 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 25.12.11

Tempo

 

Passa sempre depressa

O tempo que já passou

Por isso não tenhas pressa

Vive o tempo que sobrou

 

Num compasso sereno

Mas de forma decidida

Chegará teu fim terreno

A morte não acaba a vida

 

É um tempo sem tempo

As almas são soberanas

O compasso a eternidade

 

Por isso vive o momento

Aprecia coisas mundanas

Não recuses a felicidade.

publicado por poetazarolho às 19:09 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 24.12.11

Roubar

 

Dizem que roubar é errado

Mas eu descobri que não

Quando roubas um bocado

Ao teu próprio coração

 

Coração assim roubado

Pode ajudar-te a crescer

Pois andas por muito lado

E a outros podes oferecer

 

Ofereces um simples gesto

Quantas vezes um sorriso

Podes pensar, é modesto

 

Mas p’ra aquele a quem dás

Será tudo o que é preciso

Para lhe devolveres a paz.

publicado por poetazarolho às 21:04 | link do post | comentar

Adamastor

 

O Cabo da Boa Esperança

Conseguimos um dia alcançar

Cabo das Tormentas avança

Será pr’a nos atormentar

 

À espreita está o Adamastor

Pr’a toda a esperança afundar

Com seu aspecto assustador

Nenhum de nós vai poupar

 

Por fim surgem as sereias

Com a doçura do seu cantar

Ao abismo nos vão atrair

 

Última esperança é Eneias

E Afrodite para nos salvar

Se Aquiles não nos trair.

publicado por poetazarolho às 00:54 | link do post | comentar
Quinta-feira, 22.12.11

Adeus Portugal

 

Um povo empreendedor

Suas naus ao mar lançou

Império foi prometedor

Até que se desmembrou

 

De país em construção

Até ao país sem esperança

Que promete a emigração

Está a fé cega na finança

 

Vai muito além da troika

Alimenta muito parasita

Aos outros já não seduz

 

O que foi nação heróica

É agora pátria maldita

Último a sair apague a luz.

publicado por poetazarolho às 22:30 | link do post | comentar | ver comentários (3)

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