Sexta-feira, 30.03.12

Admirável mundo novo

 

Suciadade intoxicada

Com propaganda feroz

Vai morrer envenenada

Escolheu destino atroz

 

Investiu no crescimento

Continuo e desregulado

Não há melhor argumento

Para chegar a nenhum lado

 

Uma vez aqui chegados

C’os frutos desta colheita

Não parecemos saciados

 

É aí que o perigo espreita

Pelo crescimento sufocados

Nasce a sociedade perfeita.

publicado por poetazarolho às 21:57 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 29.03.12

Brutal

 

Esta sociedade é brutal

Não por ser dos brutos

Esta sociedade infernal

É pertença dos argutos

 

Fazem uso da ignorância

Como carne para canhão

Alimentando a ganância

Levam tudo, até o pão

 

Que o ser sem alimento

Cedo perde a sua razão

Terreno p’ró sofrimento

 

Chega assim sem dizer não

Se lhe falam ao sentimento

Têm a sociedade na mão.

publicado por poetazarolho às 18:44 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Terça-feira, 27.03.12

Sierra Madre

 

El comandante supremo

De lutas há muito perdidas

Não chegou a estar enfermo

Mas curou muitas feridas

 

Só não pôde ser curado

Das que lhe floram infligidas

Por feridas assassinado

Essas que nos eram devidas

 

Mas que com ele partiram

Sei que muitas mais partirão

Pois não há luta de verdade

 

Os que a luta assumiram

Foram comprados a tostão

P’ra mal da humanidade.

 

http://premios-prosa-poetica.blogs.sapo.pt/31980.html?mode=reply#reply

publicado por poetazarolho às 20:39 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Segunda-feira, 26.03.12

Mover montanhas

 

Minha fé move montanhas

Mas nenhuma se moveu

Consultei minhas entranhas

Vi que a fé afinal morreu

 

Subi ao topo da montanha

Em busca de uma nova fé

Descobri uma coisa estranha

Não existia montanha ao pé

 

Tinha fugido para longe

Como prova desta crença

Que faz montanhas correr

 

Vi a estranheza num monge

Que testemunhou a presença

De uma montanha a mover.

publicado por poetazarolho às 21:19 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Sexta-feira, 23.03.12

Operário Brasil

 

Os fazedores de ídolos

Jogam com o preconceito

E outros conceitos pérfidos

Fabricam o ídolo perfeito

 

Atrás seguem os vira-latas

Que sendo homens erectos

Podiam ser de quatro patas

Por serem tão abjectos

 

E assim vamos seguindo

Até a consciência dizer não

Contra doutor e banqueiro

 

Que nos estão diminuindo

E o operário em construção

Governe o mundo inteiro.

 

http://www.youtube.com/watch?v=or-LDiB5Ww4&feature=related

publicado por poetazarolho às 23:44 | link do post | comentar
Quarta-feira, 21.03.12

Sinais vitais

 

Esta errática humanidade

Em constante aceleração

Vai acabar em calamidade

Se não se puser um travão

 

Sempre mais quer possuir

Quando muitos não comem

Nem sequer sabe distribuir

É febre dos que consomem

 

Tempos houve passados

Em que existia solidariedade

Um dia lá regressaremos

 

P’la sinusóide empurrados

Só espero que não seja tarde

Ou p’la sinusóide morreremos.

publicado por poetazarolho às 20:00 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Terça-feira, 20.03.12

I have a dream

 

Há quem não se preocupe

Há de tudo neste mundo

Há quem de nós se ocupe

E toque de modo profundo

 

Quem se ocupe do igual

Tenha um sonho associado

Não se assuste com o mal

Só o bem que está calado

 

Este sim é assustador

Pela ausência de sons

Forçada ausência de clamor

 

Ecoa silêncio ensurdecedor

Imenso silêncio dos bons

Que ao calar não mata a dor.

 

http://prosa-poetica.blogs.sapo.pt/62752.html

publicado por poetazarolho às 21:30 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 19.03.12

Sociedade demente

 

Minh’alma anda perdida

Errante no meio de nada

Até um pouco estarrecida

Com a nossa caminhada

 

Enquanto sociedade doente

Que teima em não ser tratada

E em breve estará demente

Ou já está e não disse nada

 

Creio que já o juízo perdeu

Arrastando-nos para o abismo

Da total ausência de valores

 

Quem pode do outro se valeu

E com enorme dose de cinismo

Formou sociedade de horrores.

publicado por poetazarolho às 18:32 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Domingo, 18.03.12

Não a mates

 

Vejo utopia ali ao longe

Impulsiona-me o caminhar

Fixa-se lá no horizonte

Mas não se deixa alcançar

 

Mais dez passos eu avanço

Utopia dez passos recua

Se não paras não te alcanço

Mas que utopia é a tua?

 

Nunca se alcança a utopia

Por isso nunca iremos parar

Por ela o mundo pula e avança

 

Imagina que a abraças um dia

Não há mais caminho pr’andar

Acabaste de matar a esperança.

publicado por poetazarolho às 20:59 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Vida ou não vida

 

Agora sinto-me nascer

A meio da caminhada

Outros nascem ao morrer

Vida essa desperdiçada

 

Que a vida não é viver

Não à vida amordaçada

É estar livre p’ra crescer

E de amarras liberada

 

Todos os dias crescemos

Na crença e na humildade

Se por acaso nascemos

 

Por nossa livre vontade

Se não já sabes morremos

Sem ter vivido de verdade.

publicado por poetazarolho às 00:56 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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