Quinta-feira, 31.05.12

A luz no teu caminho

 

Aquilo que possas fazer

Com espírito de abnegação

Ajuda-te a compreender

A força do teu coração

 

Coração não se esgotará

Nesse acto de altruísmo

E muitas alegrias te trará

A chama do inconformismo

 

Deixa aos outros o oposto

Daquilo que é tua opção

Não olhes, segue o caminho

 

Ajuda alguém no desgosto

Desvia outro da perdição

Dá a outrem um carinho.

publicado por poetazarolho às 21:48 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 30.05.12

Guerra mundial

 

A Rosa de Hiroshima

É a pequena demonstração

Que a sede de poder prima

Pela capacidade de destruição

 

Não olha a meios nem fins

Tudo o que utiliza é letal

A força das armas ou afins

Justificam a sede do capital

 

O odor a corpos queimados

Não pára a guerra mundial

Está em curso, é a terceira

 

Diferentes meios são usados

Nesta não se utiliza gás letal

Nem o abrigo é a trincheira.

publicado por poetazarolho às 20:47 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 28.05.12

Tod'a riqueza

 

Tod’a riqueza do mundo

No afago dum coração

Pode durar um segundo

Mas é eterna a gratidão

 

De oiro o sorriso que dás

Diamantes teu olhar terno

Momento que cá ficarás

Se assim vivido é eterno

 

Se no outro te revês

Se o outro é teu irmão

Se ao outro alivias a dor

 

Não existem os porquês

Não existe a divisão

Existe a riqueza do amor.

publicado por poetazarolho às 23:02 | link do post | comentar | ver comentários (8)
Quinta-feira, 24.05.12

Alma suja

 

O lixo que nos invade

Não é o que ansiamos

Mas é a nossa realidade

E é com ele que levamos

 

A nódoa na nossa alma

Nosso sangue que se esvai

Como dor que não acalma

Na melhor alma nódoa cai

 

Humanidade de alma suja

Não encontra o detergente

Para as nódoas remover

 

Pode ser que um dia surja

E lave a alma da gente

Com alma suja é sofrer.

publicado por poetazarolho às 20:56 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 23.05.12

Sem abrigo

 

 O nosso país tombou

No beco da agiotagem

Não pelo que se gastou

Mas pela sua voragem

 

Com futuro hipotecado

A liberdade, essa finou

Resta apenas o mercado

E o que por cá nos deixou

 

Desemprego em ascensão

Impostos sempre a subir

E o crédito mal parado

 

Levaram a casa e o carrão

Já não tenho onde dormir

Temos o caldo entornado.

publicado por poetazarolho às 23:55 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Domingo, 20.05.12

Sorriso de amor

 

 Não há binómios no amor

O amor é um estado d’alma

Pode expressar-se com fulgor

Ou ser esboçado com calma

 

De um sorriso transbordou

Trazendo uma paz imensa

Esse mesmo sorriso eu dou

E o que recebo compensa

 

Não procures a explicação

Do que não se pode explicar

Aprende e pratica a lição

 

Verás o simples acto de dar

Pode aquecer-te o coração

Será fogo no teu caminhar.

publicado por poetazarolho às 23:50 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sábado, 19.05.12

Maravilhas

 

As maravilhas do mundo

São todas de pedra e cal

Num pensamento profundo

Achei que estaria mal

 

Recuei então um segundo

Verifiquei ser paradoxal

Pois se tudo estava imundo

A culpa seria do animal

 

Que as maravilhas produz

Tantas delas um colosso

Mas a maravilha suprema

 

Aquela que tudo conduz

Nascida de carne e osso

É do mundo o problema.

publicado por poetazarolho às 18:16 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 18.05.12

Fado da república

 

Longa noite terminou

Vai muito longo o dia

E ninguém se revoltou

Contra esta democracia

 

Democracia amordaçada

Necessita dum abanão

E esta nação anestesiada

Pactua com a situação

 

Fomos noite de miséria

Dia de luzes brilhantes

Somos um povo revoltado

 

Gente pacífica e séria

Da bola somos amantes

E amamos o nosso fado.

publicado por poetazarolho às 19:25 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 17.05.12

Grito da alma

 

Na imensidão do silêncio

Escuta o grito da alma

Qu’ecoa na tarde calma

Não enjeites o prenúncio

 

Desse grito assim gerado

Pela alma em sofrimento

Que tenta buscar o alento

E por isso não ficas calado

 

Gritas a raiva da fome

Choras o sangue da dor

No mesmo império doente

 

Há muita gente que come

Acumula ouro em redor

Pois viverá eternamente.

publicado por poetazarolho às 00:21 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 15.05.12

Caminharemos

 

De ti nunca desistiremos

Não desistas tu também

As nossas preces faremos

Em Fátima depois de Ourém

 

Sete dias caminharemos

Só nos pode fazer bem

Qualquer dia repetiremos

Deste caminhar fiquei refém

 

Todos os dias caminharei

Sem nada levar em mente

Levo apenas no coração

 

Chama que nunca julguei

Poder habitar na gente

Tenho sede de peregrinação.

publicado por poetazarolho às 23:39 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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