Sexta-feira, 29.06.12

Droga de substituição

 

Com futebol intoxicado

Agora que já terminou

Fiquei altamente ressacado

Nem vejo por onde vou

 

Sou eu e toda a nação

Com este destino a sofrer

A droga de substituição

Preciso p’rá veia meter

 

Outro torneio podem arranjar

Um reality show de eleição

Ou telenovelas eu curto

 

Sem jana estou-me a passar

Façam algo por esta nação

Construam salas de chuto.

publicado por poetazarolho às 00:30 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Quinta-feira, 28.06.12

Exemplo global

 

Passada que está a euforia

Deste brilhante europeu

Vamos poder pôr em dia

Outros assuntos, digo eu

 

Canalizamos a energia

Para este pequeno país

Trabalhamos noite e dia

Com toda a garra e cariz

 

Dia e noite sem descanso

Afastamos a bancarrota

Levaremos enorme avanço

 

Seremos o exemplo europeu

Acho que com a derrota

Lá perdi o trambelho meu.

publicado por poetazarolho às 00:45 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 27.06.12

Espanhóis e caracóis

 

É vencer os espanhóis

Com muita força e garra

E comer uns caracóis

Muita uva e pouca parra

 

Nesta selecção de eleição

Vão abaixo umas imperiais

Noventa minutos serão

Se não forem, venham mais

 

P’ra beber no prolongamento

Não sei se estou grosso ou fino

Já nem sinto as minhas dores

 

Depois de tanto condimento

Nem consigo cantar o hino

Parabéns, hic, aos vencedores.

publicado por poetazarolho às 14:26 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Terça-feira, 26.06.12

Reconstrução

 

Remar até me doer a mão

P’ró barco não afundar

Será a única solução

P’ra náufrago não virar

 

Mas todos devem remar

Numa mesma direcção

Os que estão a governar

E também os da oposição

 

Os folclores partidários

Deram cabo da embarcação

E os seus correligionários

 

Esburacaram esta nação

Contratemos mercenários

Partidários da reconstrução.

publicado por poetazarolho às 22:12 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 25.06.12

Aljubarrota

 

O Cristiano marcou

Com ele o país vibrou

A nossa selecção arrasou

Ao próximo jogo eu vou

 

Vai ser o duelo ibérico

E se ele marca outra vez

Aí vou ficar histérico

Não haverá mais porquês

 

Viva a nossa selecção

Espanhóis vai empurrar

P’ra fora da competição

 

Podem utilizar toda a frota

Antiga lição vão lembrar

A da padeira de Aljubarrota.

publicado por poetazarolho às 19:14 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 24.06.12

Tenho logo assisto

 

Se penso é certo que existo

E ter não confere existência

Tenho não penso, mas assisto

Sou um ter sem consciência

 

Sem consciência, está visto

Não existo, não sou pensante

Mas isso já estava previsto

Não sou mas tenho, adiante

 

No mundo tenho todo o poder

Disponho de todos os seres

Faço deles a minha diversão

 

E não adianta o contrário dizer

Que vós seres, sois por não teres

Pensais e existis, mas eu não.

publicado por poetazarolho às 00:40 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 22.06.12

Amor e ódio

 

Que o fogo do ódio

No coração se extinga

E permaneça o incêndio

Aí onde o amor vinga

 

Eles que juntos residem

São os extremos da linha

Que nos unem e dividem

Na fronteira que s’adivinha

 

Linha ténue e esbatida

Se num dia estás do lado

Onde o amor em ti habita

 

Por circunstâncias da vida

No outro vês-te inundado

Pelo ódio que em ti grita.

publicado por poetazarolho às 23:39 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 21.06.12

Despertar para sonhar

 

Toda e nenhuma esperança

De não ter esperança nenhuma

Diz-se que quem espera alcança

Esperança e mais coisa alguma

 

Ter esperança uma vida inteira

Essa esperança de alcançar

Não existe maior asneira

Nem melhor forma de falhar

 

Melhor será não esperar

Deixar a esperança de lado

Começar muito cedo a talhar

 

O modelo de vida desejado

Não que seja mau sonhar

Desde que se sonhe acordado.

publicado por poetazarolho às 19:44 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 19.06.12

Bairros negros

 

Há pontes possíveis

Até no bairro negro

Nestes tempos sofríveis

De imenso desassossego

 

Há muita falta de pão

Nos bairros desta cidade

Ninguém emenda a mão

É grande a ansiedade

 

Nos guetos da sociedade

Falta a responsabilidade

Esgotou-se a solidariedade

 

Não existe sensibilidade

Chegada a hora da verdade

Homem não é prioridade.

publicado por poetazarolho às 23:30 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 18.06.12

Planeta deserto

 

Um futuro por encontrar

Para este nosso planeta

No Rio a conferênciar

Não há proposta concreta

 

E o planeta preocupado

Com esta inépcia atroz

Diz enfim muito zangado

Estou-me lixando p’ra vós

 

Estava cá muitos anos antes

Da vossa ínfima existência

E muitos ainda vou continuar

 

Pois vós sois extravagantes

E com os tiques d’opulência

Ides com a humanidade acabar.

publicado por poetazarolho às 22:17 | link do post | comentar | ver comentários (4)

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