Segunda-feira, 30.07.12

O ser e o todo

 

Um ser sem outro ser

Nunca estará completo

Qu’a totalidade do saber

Está pelos seres disperso

 

E o saber por descobrir

Não é pertença dos seres

Num dia que está p’ra vir

Fará parte dos saberes

 

Assumir a ignorância

Para que talvez um dia

E ao reinar a inoperância

 

Os seres com a sabedoria

Ponham de parte a ganância

Que todos os seres atrofia.

publicado por poetazarolho às 22:30 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 28.07.12

O original

 

Regressar à simplicidade

É tudo o que precisamos

Pois na actual sociedade

Já nem sequer nos amamos

 

Com cópias de originalidade

Nós já não nos cativamos

Só p’lo original e sua verdade

Ao bom caminho regressamos

 

Demasiado tempo passou

Fomos envoltos em poluição

Estamos todos conspurcados

 

Só uma esperança vos dou

Há que voltar ao rio Jordão

E sermos de novo baptizados.

publicado por poetazarolho às 15:28 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 26.07.12

Mundo cruel

 

Sair da crise, nascer de novo

Dois séculos mais à frente

Ser filho dum outro povo

Já estou farto desta gente

 

Adeus, ó mundo cruel

Pleno de imensas riquezas

Cheiras a morte, sabes a fel

Ninguém te gaba as belezas

 

Vãs promessas nós ouvimos

Já não podemos acreditar

Por tudo isso partimos

 

Sem vontade de cá voltar

E agora que sucumbimos

Ó mundo cruel podes chorar.

publicado por poetazarolho às 23:04 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 24.07.12

Eternidade II

 

Não deve ser obsessão

Porque a eternidade vem

E com ela a consagração

Acaba por chegar também

 

Conferindo a imortalização

Que esta vida nunca tem

Apenas com a reencarnação

Nessa outra vida se obtém

 

E assim tornado imortal

Com a obra reconhecida

Uma estátua te erguerão

 

Majestosa, na terra natal

Não nesta, mas noutra vida

Para sempre te reconhecerão.

publicado por poetazarolho às 21:42 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 22.07.12

Imagine-se

 

Os limites que conheço

São os da imaginação

Mesmo assim reconheço

Que não me limitarão

 

Pois além desta fronteira

Imagino outras possíveis

Não constituirão barreira

Serão todas transponíveis

 

O homem é limitado

Apenas porque ele quer

Impõe a si próprio o fado

 

Quando o jazz é tão rico

Mas venha lá quem vier

P’la imaginação não me fico.

publicado por poetazarolho às 23:40 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 19.07.12

Vida sem esperança

 

Estou preparado p’rá crise

Não vou precisar de favores

Nem de quem por mim ajuíze

Sei que a crise é de valores

 

Vale mais um activo tóxico

Que envenene a humanidade

Do que um princípio ecológico

Ou que a própria fraternidade

 

Valem mais uma horas d’ócio

Para a vida não há esperança

Que a esperança foi abatida

 

Se vale mais um bom negócio

Ou mesmo uma boa herança

Do que vale a própria vida.

publicado por poetazarolho às 23:11 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 17.07.12

Abolição da pena de fome

 

Foram adoptados por Deus

Ao romper da bela aurora

Antes não passavam de ateus

Experimentam a magia agora

 

De ser filhos de pai imenso

Irmãos de toda a humanidade

Entre irmãos houve consenso

Nascendo com simplicidade

 

Um mundo novo e fraterno

Onde a fome foi abolida

Porque se repartiu a pobreza

 

Com os detentores da riqueza

Que patrocinaram a comida

Criando este paraíso terreno.

publicado por poetazarolho às 22:33 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 15.07.12

Mundo de trapo

 

O povo merece a paz

Oferecem-lhe a guerra

Então que diferença faz

Nesta luta pela terra

 

Pela saúde e habitação

Se é filho da pobreza

Tudo quanto não lhe dão

Seria a sua riqueza

 

Está traçado o destino

Com uma bola de trapos

É ver sorrir o menino

 

A quem roubaram o pão

E deixaram uns farrapos

... até quando a ilusão ?

publicado por poetazarolho às 21:24 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 14.07.12

Pura certeza

 

O mundo é incerteza

Na sua forma mais pura

O homem com esperteza

Torn’a realidade mais dura

 

Deves sempre duvidar

Das receitas apresentadas

E nunca deixar de criticar

As verdades consolidadas

 

Que o mundo é mentira

E o homem tudo faz

P’rá transformar em verdade

 

Nada dá e tudo tira

Por isso tens que ser capaz

De utilizar a sagacidade.

publicado por poetazarolho às 01:04 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quarta-feira, 11.07.12

Escuridão

 

P’ra balanço vai fechar

Também p’ra desinfecção

Façam favor de emigrar

Com as calças na mão

 

Quem resolver cá ficar

Assume a sua decisão

Mas estamos a aconselhar

Abandonem esta nação

 

Ficar será empobrecer

É o futuro inevitável

Quer se goste ou não

 

Só isto há p’ra oferecer

Vai que aqui és descartável

É isto ou a escuridão.

publicado por poetazarolho às 19:47 | link do post | comentar | ver comentários (2)

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