Quinta-feira, 28.02.13

Estados de alma

 

Ao palácio das emoções

Afluem estados de alma

Que transbordam de corações

Ora frenéticos, ora com calma

 

Há estridentes gargalhadas

Ouvem-se tristes murmúrios

Ruído de águas paradas

A passos largos augúrios

 

De bons ventos a soprar

Ressoam como uma canção

De sentimentos a bailar

 

Ao beberes desta emoção

Vais sentir-se regenerar

Corpo, alma e coração.

publicado por poetazarolho às 22:45 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 25.02.13

Mundo amor

 

E a primavera chegará

Mesmo sem andorinha

Sol as nuvens rasgará

Nesta esperança minha

 

O mundo se perguntará

Porque agora definha

Então depois quererá

Propor-nos uma adivinha

 

Eu novo mundo a valer

De todas as cores trajado

Eu novo mundo vou ser

 

Onde não serás rejeitado

Eu novo mundo vou querer

Ter-te sempre a meu lado.

publicado por poetazarolho às 23:03 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 23.02.13

Desumanização

 

Mundo está possuído

Bem já não mora aqui

Por todo o lado ruído

Do mundo que conheci

 

Este mundo desprezou

Valor da vida humana

E por isso assim ficou

Donde só o mal emana

 

Não se conhece a cura

P’ra tão grave maleita

E assim sem medicação

 

Este mundo já só dura

Até à próxima colheita

Se voltar a humanização.

publicado por poetazarolho às 21:00 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quinta-feira, 21.02.13

Resposta

 

Ninguém pode fazer nada

Para salvar a humanidade

Que ela está aprisionada

Sempre em busca da verdade

 

A verdade é a miragem

Onde ela se aprisionou

Da qual retém uma imagem

Mas que nunca comprovou

 

Está num ciclo vicioso

Não pára de procurar

Há que fazer uma proposta

 

Como o tempo é precioso

Se parar de se questionar

Por certo obterá resposta.

publicado por poetazarolho às 22:29 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 19.02.13

Nu ou no palco

 

Não posso fazer nada

Então eu nada farei

Com a tenda montada

A este circo assistirei

 

Cantarei à desgarrada

No final aplaudirei

Com a tenda incendiada

Nessa altura fugirei

 

Mas se eu posso fugir

No final da actuação

Por meio deste clamor

 

Também posso decidir

Ajudar na construção

Participando como actor.

publicado por poetazarolho às 23:41 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 17.02.13

Dar a vida

 

Dar a vida sem morrer

É um desígnio infinito

Como pode acontecer

Para dá-la, dela necessito

 

Eu à vida não pertenço

Pertenço a um todo maior

Dou-me à vida se penso

Deixar um rasto de amor

 

Podes não acreditar

Naquilo que eu te digo

Talvez explicar não consiga

 

Mas a vida não posso dar

Para estar sempre contigo

Não sou dono desta vida.

publicado por poetazarolho às 20:16 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 15.02.13

Música no parlamento

 

Grândola no parlamento

Foi um hino à revolução

É chegado o momento

Do povo dizer que não

 

Não em tom de lamento

Nem de cravo na mão

Não nos faça de jumento

Todo e qualquer ladrão

 

Que o povo sem sustento

Vai entrar em convulsão

E os discursos ao vento

 

De nada vos servirão

Nem o cacete virulento

Das forças de dissuasão.

publicado por poetazarolho às 21:27 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 13.02.13

Negócio do amor

 

Esquece os pensamentos

Esvazia essa tua mente

E sem constrangimentos

Podes dizer, presente

 

Presente de verdade

Em todo o esplendor

Esvazia-te d’ansiedade

Entrega o teu amor

 

Não exijas o retorno

Que isto não é negócio

Mas se o deste com sentido

 

Na conta verás o estorno

Depositado por um sócio

Com amor serás reconhecido.

publicado por poetazarolho às 23:07 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Sexta-feira, 08.02.13

Mundo ao contrário

 

O mundo ao contrário

É uma opção viável

Pois o actual cenário

Não passa d’execrável

 

Vira-se do avesso

Este mundo inútil

Que assim tá de gesso

Não passa de fútil

 

Reinventa-se o mundo

E com imaginação

Dá-se-lhe um sentido

 

Que este está imundo

Entrou em depressão

É um mundo perdido.

publicado por poetazarolho às 19:44 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Segunda-feira, 04.02.13

UNIKO

 

Noutro tempo e lugar

Em diferente dimensão

Sem ser sítio d’encantar

Todos deram sua mão

 

Com violinos a tocar

A violência do acordeão

Todos consegue acordar

Numa enorme profusão

 

Melodia e ritmos a saltitar

Numa aparente confusão

Deves ouvir e apreciar

 

Sem entrar em negação

Assim conseguirás chegar

Onde outros nunca chegarão.

publicado por poetazarolho às 22:53 | link do post | comentar

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