Sábado, 29.06.13

exIsto

 

Consumo logo existo

Que grande satisfação

Até de pensar desisto

Estou ligado à televisão

 

Por cordão umbilical

Mãe desta religião

É profeta universal

Fornece a poluição

 

Que nos formata a mente

E nos mostra a solução

Sou ex-isto por opção

 

Eu amava esta gente

Eu usava o coração

Eu pensava, agora não.

publicado por poetazarolho às 19:22 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 26.06.13

Liberdade moribunda

 

Do silêncio estridente

Nasceu um grito mudo

Da mudança permanente

Nasceu a estagnação de tudo

 

Já não roda este mundo

Não sorriem as crianças

Sente-se o golpe profundo

Asfixiando as esperanças

 

Nos princípios busquemos

Essa esperança moribunda

Reedifiquemos a humanidade

 

Com essas forças suturemos

Chaga aberta e profunda

Que destrói a liberdade.

publicado por poetazarolho às 21:38 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 24.06.13

Insanidade civilizacional

 

Esgotara-se a poesia

Houve grande aflição

Mas logo a seguir surgia

Uma maior complicação

 

Usurparam-nos a cultura

Os espíritos definharam

Voltava a noite escura

Onde almas vaguearam

 

Para sempre em suspenso

Vazia espécie humana

Sem valores foi sinistro

 

Eu existo logo penso

Nesta existência insana

Ou eu penso logo existo?

publicado por poetazarolho às 19:59 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 23.06.13

Convictamente

 

A vida numa correria

Não permite assentar

Mas a gente não partia

Sem pensar em retornar

 

Reencontro brevemente

É com toda a emoção

Este desejo insistente

Não engana o coração

 

Pois que mesmo ausente

Sentimos esta ligação

Por ser algo diferente

 

Que nasceu sem explicação

Esta verdade premente

É a minha convicção.

publicado por poetazarolho às 20:13 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Sexta-feira, 21.06.13

Ser

 

Nada ou estado d’alma

Que proposta aliciante

Meditar com tod’a calma

Num processo incessante

 

Em busca da motivação

Para a nossa existência

No mundo em convulsão

Lutando em permanência

 

Pr’a evitar a exclusão

Alcançar a sobrevivência

E às críticas ir beber

 

O tónico da evolução

Diz quem sabe é a ciência

Pr’a evoluir do nada ao ser.

publicado por poetazarolho às 20:12 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 19.06.13

Compatível

 

Não posso explicar-me

Pois não tenho explicação

E não poderei evitar-me

Enquanto bater o coração

 

Irei eu reencontrar-me

Numa outra dimensão

Poderei então moldar-me

Talvez sim, ou talvez não

 

São viagens imperfeitas

Cujo fim desconhecemos

Há quem as pense prefeitas

 

Não descuro a possibilidade

Mas como nada dominamos

Não aceito a incompatibilidade.

publicado por poetazarolho às 20:06 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Segunda-feira, 17.06.13

Tempo novo

 

Deixem o tempo chover

Deixem o tempo nevar

É tempo de voltar a nascer

Ele há tanto em que pensar

 

Deixem o planeta viver

Deixem o planeta rodar

Deixem de se intrometer

Ele há tanto a transformar

 

Deixem o homem crescer

Deixem o homem cantar

E não o deixem morrer

 

Pois é tempo de caminhar

Com a certeza de poder

Um tempo novo fundar.

publicado por poetazarolho às 21:26 | link do post | comentar
Sexta-feira, 14.06.13

O mais alto cume

 

Desde o mais alto cume

Verás as nuvens pairar

Mas não sintas azedume

Respira puro esse ar

 

Que a poluição persiste

Consome-nos devagar

Mas àquele que desiste

Mais depressa irá matar

 

Com a vida devagarinho

Nesse passo apressado

Não escolhendo caminho

 

Chegarás a qualquer lado

Mas o destino de dor

Esse já está traçado.

publicado por poetazarolho às 22:43 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quinta-feira, 13.06.13

Estatística

 

Se há milhões de pobres

Poderá existir um rico

Se proliferam os torpes

Mais honesto eu fico

 

É a distribuição normal

Pl’a estatística explicada

Pr’a existir um animal

Tem que existir a manada

 

Antes pobre e honesto

Assim já sei que não presto

Estatisticamente falando

 

Pois há muitos que aí estão

Por terem mais dum milhão

Também não estão prestando.

publicado por poetazarolho às 00:01 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 08.06.13

Vida sem alma

 

Com a vida ao contrário

Alma não está à venda

São as contas do rosário

Duma vida de contenda

 

É nesta luta constante

Para endireitar a vida

Que nos parece distante

A alma que foi vendida

 

Vendida por quase nada

Talvez mesmo oferecida

Que esta vida sem alma

 

Corre sem norte, sem calma

Corre sem vida, a corrida

Já não corre a desalmada.

publicado por poetazarolho às 22:27 | link do post | comentar | ver comentários (5)

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