Quinta-feira, 29.08.13

Reino animal

 

Que esperas da vida elite?

A eternidade certamente!

Nem que pr’a isso necessite

De sobrevivência demente

 

Tirando anos aos demais

Matando a sua esperança

Que sejam apenas mortais

Celebremos essa matança

 

Em elixir transformada

Desta eterna juventude

A nossa conquista social

 

Não interessa a cambada

Quem está mal que se mude

Desista do reino animal.

publicado por poetazarolho às 21:49 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 27.08.13

Na morte

 

... não há diferença

Na vida seria igual

Mas existe a descrença

Onde cresce o lamaçal

 

Desta triste indiferença

Não falo de Portugal

Falo da  sobrevivência

Dessa luta universal

 

Não há diferença na morte

Nem no acto de nascer

Mas é preciso mudar

 

Construir a própria sorte

Não apenas sobreviver

E constantemente lutar.

publicado por poetazarolho às 21:56 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Domingo, 25.08.13

Ergue o amor

 

Ergue-te e desobedece

Faz a honra ao passado

Que assim não se esquece

Aquele que assassinado

 

Deu a vida pl’a conquista

Dum presente envenenado

E se houver quem desista

Seja em ombros carregado

 

Que ninguém fique pr’a trás

Que ninguém seja esquecido

E que todos sem excepção

 

Saibam do que o amor é capaz

Trilhem o caminho devido

Porque abriram o coração.

publicado por poetazarolho às 02:21 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 19.08.13

Flor bomba

 

Tudo cura, uma flor

Trazida por uma pomba

Lembra-nos paz e amor

Deflagração duma bomba

 

Tudo transforma em dor

Parte da humanidade tomba

Muito amargo é o sabor

Poeira negra traz sombra

 

Qu’ensombra a inteligência

Desta espécie tão sublime

Capaz da autodestruição

 

Traz à memória demência

Mas que ninguém subestime

Força do amor na renovação.

publicado por poetazarolho às 23:06 | link do post | comentar
Terça-feira, 13.08.13

Plasmados

 

Foi na cidade de Deus

Repito, foi nessa cidade

E na hora do adeus

Era imensa a saudade

 

O amor transbordou

Só possível assim seria

Esquecer aquele que sou

Pr’a servir com alegria

 

Plasmeia deslumbrou

Sentimos o homem novo

Que seu destino traçou

 

Seu grito não assustou

Antes fez-nos sentir povo

Do barro que Deus moldou.

publicado por poetazarolho às 23:46 | link do post | comentar
Domingo, 11.08.13

Branco mais branco

 

Eu escrevo pr’ó mundo

Mas o mundo não me lê

Eles matam num segundo

E já todo o mundo vê

 

Este mundo sanguinário

Procura a mortandade

Em breve será santuário

Onde jaz a humanidade

 

E na memória perdida

Da história fabricada

Outra mentira surgirá

 

Esta causa morticida

Será assim branqueada

Branco mais branco não há.

publicado por poetazarolho às 21:41 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sábado, 03.08.13

Kamões atual

 

Respeito as tradições

E nossa língua incluo

Pois vem desde Kamões

Sem sofrer nenhum recuo

 

Nossa pátria dizem ser

Anda toda esfrangalhada

Mas é sabendo escrever

Que a língua é respeitada

 

Tendo este novo acordo

Deturpamos o sentido

Dum saber universal

 

Com ele eu não concordo

Mas já que foi impingido

Em direto relato o fato atual.

publicado por poetazarolho às 00:49 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 01.08.13

Aquela verdade

 

Redonda é a verdade

De mil faces vestida

Mentira por necessidade

Aí encontrará guarida

 

Pode mais essa mentira

Desta forma travestida

Enquanto a verdade gira

Mas por ela é subvertida

 

E o comum dos mortais

Sempre vai acreditando

Na mentira mascarada

 

Perguntam se querem mais

Enquanto o vão enganado

Desta forma descarada.

publicado por poetazarolho às 00:43 | link do post | comentar | ver comentários (3)

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