Sábado, 29.03.14

Danças prostituídas

 

https://www.youtube.com/watch?v=S1J6TFHCevg

 

Os mortos podem dançar

Uma dança sem sentido

Para os vivos saciar

Neste mundo já perdido

 

Entre lixeiras d’esperança

Onde buscam o sustento

Mostrando a sua dança

Prostituindo o desalento

 

Entre o viver e o morrer

Encontram o seu lugar

Porque a alma foi vendida

 

Pode não querer-se ver

Mas há muito neste lugar

A dignidade foi prostituída.

publicado por poetazarolho às 19:47 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 27.03.14

Mundo sem abrigo

 

O melhor do ser humano

É difícil de encontrar

Mas o pior ou me engano

Nem é preciso procurar

 

Está por cumprir o pão

Por cumprir a igualdade

Todos têm uma razão

P’ra não dobrar a vontade

 

Contentor é refeição

Assim se está a cumprir

Este mundo sem abrigo

 

Cumpre-se a desilusão

Deste mundo a evoluir

Além fronteiras do perigo.

publicado por poetazarolho às 23:43 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Terça-feira, 25.03.14

The show must go on

 

Vem aí outro Abril que alegria

Ou estaremos apenas a sonhar

... esse Abril diferente seria

Se ao menos quiséssemos voar

 

Mas os corpos estão ausentes

As vidas foram abandonadas

Não surgem ideias diferentes

As mentes estão controladas

 

Mas o show tem que continuar

No palco da mera virtualidade

Em que abris se seguirão

 

Apenas e só para perpetuar

Imagem vazia da realidade

Com ausência de revolução.

publicado por poetazarolho às 22:16 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 23.03.14

Au pays du soleil

 

Je voudrais bien vous dire

Quelque chose sans pleurer

J’aimerait vous faire rire

C’est ça que je vais essayer

 

Je connaisse un petit pays

Au sud du vieux continent

Ils on etait un jour soumis

Sur le joug des marchands

 

Très riches ils sont devenue

Sans avoir aucune richesse

Et ils pleurent maintenant

 

Pour payer ils resteron nu

Ils on le soleil que os aquece

Très chauds ils seront demain.

publicado por poetazarolho às 19:57 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Sexta-feira, 21.03.14

Pobres assim

 

Dentro de uma pedra de sal

Ao lado de um grão de areia

Nasce o sonho de Portugal

Ao som do cante da sereia

 

Pela música transportados

Somos mais do que a soma

Das partes de simples fados

E quem por pobres nos toma

 

Não conhece toda a riqueza

Dum povo cheio de garra

Num país de rara beleza

 

Que um dia soltou amarra

E faz vibrar com destreza

As cordas duma guitarra.

publicado por poetazarolho às 23:11 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 18.03.14

Rosa negra

 

Vêm de negro pintados

Os dias sem esperança

Mas serão ultrapassados

E não será por vingança

 

Será porque certamente

Não foi escrita a verdade

E dum amanhã diferente

Se vestirá a realidade

 

O que nos querem impôr

Depressa será passado

Sem história p’ra contar

 

E tudo nos leva a supôr

Que o futuro encontrado

Este presente irá superar.

publicado por poetazarolho às 23:24 | link do post | comentar
Domingo, 16.03.14

Ficar e partir

 

Profissão desempregado

Neste nosso Portugal

Alternativa emigrado

Para não passar tão mal

 

Decididamente enganado

Neste mundo desigual

Fatalmente assassinado

Pela economia global

 

Assim ficou registado

Numa encíclica papal

E assim se canta o fado

 

Se canta o destino fatal

Deste povo amargurado

Que sempre partiu afinal.

publicado por poetazarolho às 18:52 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quinta-feira, 13.03.14

Já cegos

 

Felicidade comparada

Com infelicidade maior

Ódio é o fim da estrada

Se comparado ao amor

 

Mas é muito praticado

Sem termo de comparação

Posso até estar enganado

Podem dizer-me que não

 

Mas já vejo terminado

O respeito pelo ser

Vejo a vida descartada

 

Vejo o dinheiro adorado

A subserviência ao ter

E a seguir não vejo nada.

publicado por poetazarolho às 22:54 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 11.03.14

Guerra ou paz

 

Inconformismo aprisionado

Por esta paciência latente

Poderá ver-se transformado

Na impaciência da gente

 

E se acaso fôr libertado

Pelo povo descontente

Ao ver-se assim esmagado

Leva tudo à sua frente

 

Ouço dizer que é sereno

Ouço dizer que aguenta

Tudo ou nada, tanto faz

 

É um povo tão pequeno

Mas gigante se rebenta

Fará guerra, ou fará paz?

publicado por poetazarolho às 22:45 | link do post | comentar
Quinta-feira, 06.03.14

Escadaria da ilusão

 

Mais uma manifestação

Que subiu a escadaria

Os polícias desta nação

Andaram à pancadaria

 

Os doutores na televisão

Comentam a selvajaria

E traçam uma antevisão

Do que acontecerá um dia

 

Ou terá já acontecido

Desde a tal revolução

Onde um povo iludido

 

Pela mestria da governação

Foi quedando adormecido

Deixou-se ir na ilusão. 

publicado por poetazarolho às 23:10 | link do post | comentar | ver comentários (2)

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