Domingo, 28.09.14

Ser infinito

 

Aquilo que sou aceito

Se outro fosse também

Trato todos com repeito

Nenhum merece desdém

 

Outro em mim procurar

Ensina-me a conhecer

O que de mim esperar

Sem receio de perder

 

Nos caminhos percorridos

Pedaços de tanta gente

Nem esta independência

 

Pois egos pré concebidos

Podem aprisionar a mente

Levando à dependência.

publicado por poetazarolho às 19:33 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Sábado, 27.09.14

Tempos assimétricos

 

Em tempos assimétricos

Maremotos de liberdade

Complementos poéticos

Inundou-se essa cidade

 

São dilúvios proféticos

Duma falsa honestidade

Com benefícos patéticos

Em jeito de caridade

 

Não tentemos explicar

Se o sabemos inexplicável

Estes tempos são p'ra ficar

 

Como solução recomendável

Devemos aprender a nadar

Na realidade indesejável.

publicado por poetazarolho às 17:21 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Quinta-feira, 25.09.14

O tempo dos sons

 

No início percorre-me

Trazendo a sabedoria

Com o tempo morre-me

Gastando o que sabia

 

Tudo trás e tudo leva

Neste balanço inato

E ninguém se sobreleva

Ao tempo sempre ingrato

 

Soa ao longe o carrilhão

Entoando a melodia

Cada nota uma passada

 

Não lhe colocou a questão

Foi vivendo a cada dia

Ao tempo não deve nada.

publicado por poetazarolho às 23:15 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Segunda-feira, 22.09.14

Distorção

 

Esses medos incutidos

Distorceram a filosofia

Os avessos discutidos

Não o serão mais um dia

 

Cultura estamos a matar

Estreito será o acesso

Para um novo caminhar

Faz-se agora o retrocesso

 

Apregoando a evolução

Humanidade está estagnada

Num caminho extraordinário

 

Não sentimos a distorção

Da nova filosofia aplicada

Ond’o cérebro é desnecessário.

publicado por poetazarolho às 22:12 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Sábado, 20.09.14

Desiste

 

O que é um desistente

Mesmo se não desiste

É um vírus insolente

No seu caminho persiste

 

Olha e segue em frente

A sua genética insiste

Em tornar tudo diferente

O que era alegre é triste

 

Determinado avança

E só pensa em impor

Aura de destruição

 

Consumindo a esperança

Espalhando a sua dôr

Que desista, pois então.

publicado por poetazarolho às 20:30 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Quinta-feira, 18.09.14

A receita

 

Se somos não contradigo

Mas parecer não parece

Até o bom senso antigo

Com o tempo esmorece

 

Tudo achamos normal

Enquanto a terra aquece

O arrefecimento é global

A humanidade escurece

 

Não será a idade média

Tempo das trevas tão pouco

Mas o retrocesso espreita

 

E p'ra evitar uma tragédia

Que ponha este mundo louco

Inteligente deve ser a receita.

publicado por poetazarolho às 02:17 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quinta-feira, 11.09.14

Nós

 

Viver só terá sentido

Se houver sentido p'rá vida

Como tal vem incluído

No menu logo à partida

 

A busca da eternidade

Dando sentido à existência

Finita da humanidade

E à infinita consciência

 

De sermos apenas poeira

Que por fruto do acaso

Um dia se viu animada

 

Por muito que se não queira

Surge no horizonte o ocaso

Nós, a poeira estagnada.

publicado por poetazarolho às 21:36 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Segunda-feira, 08.09.14

Matas

 

Queres fazer a guerra

Um motivo encontrarás

Mas é difícil na terra

Haver motivos p'rá paz

 

Ouro negro é uma razão

E os diamantes também

P'ra que não haja discussão

Uma qualquer razão convém

 

Matas contra o terrorismo

Matas em nome da lei

Matas contra a invasão

 

Matas por patriotismo

Matas, porquê já não sei

Matas, porque é a tua missão.

publicado por poetazarolho às 22:20 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Sexta-feira, 05.09.14

Nas asas da esperança

 

Tem asas a esperança

Verde será sua côr

Não esperes a mudança

Faz-te já um corredor

 

Só correndo e suando

Te poderá recompensar

Esta melodia cantando

Faz a tua alma voar

 

Destinada a quem insiste

Recompensa mais além

Um dia tu alcançarás

 

Esperança nunca desiste

Não desistas tu também

Corre muito e voarás.

publicado por poetazarolho às 22:56 | link do post | comentar
Quarta-feira, 03.09.14

Eternamente

 

O tempo é que tem tempo

E faz dele o que quiser

Nós somos seu passatempo

Para o que lhe aprouver

 

Tempo pode libertar-nos

Se achar que é o caminho

Ou então aprisionar-nos

Para não correr sozinho

 

Só mesmo a eternidade

A esta lei se sobrepõe

Pois se o tempo parar

 

Continua em liberdade

Que dela ninguém dispõe

Nem a pode aprisionar.

publicado por poetazarolho às 20:22 | link do post | comentar | ver comentários (2)

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