Quarta-feira, 25.02.15

De mentes

De mentes.jpg

Foi à porta da loucura

Qu’espreitou a insanidade

P´lo buraco da fechadura

Sem revelar ansiedade

 

Aguardou o tempo exacto

Pr’atacar qualquer mente

Dum incauto em abstracto

Que de forma displicente

 

Sanidade deu de barato

Julgando ser indiferente

O ponto de intersecção

 

Entre pensamento e acto

Mas o cérebro já demente

Tarde verificou que não.

publicado por poetazarolho às 00:25 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 22.02.15

Dignos

Dignos.jpg

E agora a dignidade

Discutida a preceito

Não é digna a sociedade

Que nos aperta o peito

 

Nos retira o ganha-pão

E nos ignora amiúde

Idolatra-nos em eleição

Não nos paga a saúde

 

Nos centros de decisão

Decidem a austeridade

Permitem a corrupção

 

Dignificam a vaidade

Mentem com convicção

Como quem fala verdade.

publicado por poetazarolho às 23:44 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Quarta-feira, 18.02.15

Inconsequências

Inconsequências.jpg

A terrível consequência

De inconsequente ser

Resquícios de ineficiência

Da sociedade do ter

 

Não tendo consciência

De que estás a morrer

Confia na mão da ciência

Para tudo resolver

 

Em estado de impaciência

Não vislumbra a salvação

Para tão grave doença

 

Caminha p’rá inexistência

Sem alma e sem coração

Tamanho mar d’indiferença.

publicado por poetazarolho às 22:23 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 15.02.15

Terminará

Terminará.jpg

Respeito e a dignidade

Devidos já não nos são

Em troca da liberdade

A extorsão e exploração

 

Nossa triste realidade

Ainda que digam que não

Fica-nos cara a saudade

Da outrora revolução

 

Novo vento, velho vento

Canções dum povo cansado

São canções tão sem jeito

 

Terminará o desalento

Quando por fim restaurado

Dignidade e o respeito.

publicado por poetazarolho às 20:27 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 13.02.15

Obviamente, demito-os

Obviamente, demito-o.jpg

Foi o general Delgado

E Humberto sem medo

P’la PIDE assassinado

Sonho não era segredo

 

Ver o povo libertado

Saindo desse degredo

Que era o novo estado

Chegara demasiado cedo

 

Intento não conseguido

Outra forças se levantaram

Desses túmulos autocráticos

 

Sonho mais tarde oferecido

Muito cedo o esbanjaram

Os ditadores democráticos.

publicado por poetazarolho às 09:09 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Quarta-feira, 11.02.15

Tsiprei

Tsiprei.jpg

Matei a austeridade

Que toldava a razão

Recuperei a felicidade

Adormecida no coração

 

Parece simples a receita

Agora que está em pé

Foi Colombo à espreita

Que me ensinou como é

 

Grego nunca me senti

Na europeia trapalhada

Sinto-me agora universal

 

E só assim readquiri

Alma nova p’rá jornada

Nesta luta desigual.

publicado por poetazarolho às 21:46 | link do post | comentar
Domingo, 08.02.15

Imperfeição

Imperfeição.jpg

Todo é maior qu’a parte

Por mais poderosa que seja

Mais poderoso é quem reparte

Não apenas porque sobeja

 

Mas por apelo do coração

Que atinge um novo estado

É imperfeito na perfeição

Perfeito enquanto amado

 

Mais perfeito Jesus Cristo

Repartiu a própria vida

Porque seu povo o traiu

 

Depois dele não há registo

Doutra situação parecida

Nem o povo se assumiu.

publicado por poetazarolho às 22:25 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 04.02.15

Em nome próprio

Em nome próprio.jpg

Havia uns desprezados

Com o nome de ateus

Ao esquecimento votados

Por todo e qualquer deus

 

Vetados assim ao culto

Sem acesso às escrituras

Não recebiam indulto

Suas almas eram impuras

 

Como a de qualquer mortal

Viviam assim revoltados

Sem resposta à questão

 

Nesta luta desigual

Onde não eram guiados

Em nome de quem matarão?

publicado por poetazarolho às 23:10 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Terça-feira, 03.02.15

Estados d’almas

Estados d'almas.jpg

Por cada religião

Deus há que a suporta

Atribuindo a missão

Sua palavra se exorta

 

Seja portanto cristão

Um fervoroso judeu

Ou professando o islão

Na fronteira um ateu

 

Que a linha ultrapassou

Seguem os ensinamentos

Legados p’las escrituras

 

Deus nenhum ordenou

Que se inflijam ferimentos

Só que as almas sejam puras.

publicado por poetazarolho às 00:08 | link do post | comentar | ver comentários (3)

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