Quinta-feira, 29.10.15

Ocasos

Ocasos.jpg

Hoje não há estrelas a brilhar!...
Ocaso de mentes brilhantes
Mas felizmente o luar
Ilumina as mentes distantes

Disponíveis p'ra regressar
Varrendo os insignificantes
Que teimam em se quedar
Como arautos redundantes

 

Como redundantes são
Os pensamentos moldados
Em inertes fundamentos

 

Novas estrelas formarão
Em ocasos renovados
Cintilantes firmamentos.

publicado por poetazarolho às 21:36 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Quarta-feira, 28.10.15

Cara ou coroa

Cara ou coroa.jpg

Bem é superior ao mal

Mas perdeu tod’o valor

Num processo original

Onde se esvai o pudor

 

A ignorância é fatal

Coloca-nos ante o terror

Fabricado e intencional

Para se tornar o senhor

 

Dos escravos de agora

Que aceitam trabalhar

Numa terra prometida

 

Porque se foram embora

Com receio de enfrentar

A morte ainda em vida.

publicado por poetazarolho às 23:03 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 16.10.15

Assumida mente

Assumida mente.JPG

Declaro solenemente

P’los neurónios restantes

Que ainda confio na mente

Mas não tanto quanto antes

 

Sigo caminho discretamente

Apoiado em dois calcantes

Falo comigo fluentemente

Sofro alegrias transbordantes

 

Não partilho o suficiente

Mea culpa assumidamente

Não poderia ser diferente

 

Assim sou resumidamente

Declaro consistentemente

Confiar mais na semente.

publicado por poetazarolho às 00:33 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Quarta-feira, 14.10.15

Injusta mente

Injusta mente.jpg

Já agora mente amiga

Não penses te quero mal

Pergunta e eu que diga

És causa de não ser animal

 

De não ser um rastejante

Dum raciocínio produzir

Ser um animal pensante

Ou pensar isso conseguir

 

Mas a consciência global

Faz-me pensar o contrário

Em vez do bem vejo o mal

 

Tanto esqueleto no armário

Que a mente universal

Deve ser dum incendiário.

publicado por poetazarolho às 23:46 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Terça-feira, 13.10.15

Mentes iónicas

Mentes iónicas.jpg

Não sei nada dos "iões"

Qu'a nossa mente precisa

Aprendi aos trambolhões

Que a torna mais concisa

 

Com vinte mil tubarões

Acho a mente imprecisa

Embora em presunções

Seja a mente que agiliza

 

Mas ao ver o resultado

Saído de mente activada

Não acredito na bondade

 

De tanto "ião" acelerado

Pois esperança é derramada

Por mentes trajadas de vaidade.

publicado por poetazarolho às 23:58 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Louca mente

Louca mente.jpg

Uma mente turbulenta

É difícil de acalmar

Por vezes quase rebenta

E noutras quer-se matar

 

Mas se acaso aguenta

E consegue ultrapassar

Essa agitada tormenta

Depois vê-se serenar

 

Fortifica e compreende

O que era inexplicável,

Algumas sequelas ficarão

 

Mas já nada surpreende

Torna-se mente afável

Resistente à implosão.

publicado por poetazarolho às 00:30 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Domingo, 11.10.15

Ignorâncias

Ignorâncias.jpg

Não se ignore a ignorância

E questione-se o saber

Verificar-se-á a distância

Qu’entre ambos poss’haver

 

Pode haver uma surpresa

Ao saber-se o resultado

Pois não existe a certeza

De que o saber ensinado

 

Esteja acima de suspeita

Mesmo quando validado

P’la suprema autoridade

 

Pois a ignorância à espreita

Tem no saber apunhalado

Derradeira oportunidade.

publicado por poetazarolho às 23:20 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 09.10.15

Acabados de nascer

Acabados de nascer.jpg

Sempre acabados de nascer

Duma explosão de fulgor

Sempre dispostos a aprender

Com quem transmite o amor

 

Sempre disponíveis p’ra ajudar

Fazendo uso da intuição

Sempre atentos a este lugar

Pleno de tumultos e confusão

 

Atentos p’ra tentar reverter

A negatividade vigente

Nestes tempos de excepção

 

Capazes de fazer renascer

Esperança p’ra muita gente

Que frustra com a situação.

publicado por poetazarolho às 22:59 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 08.10.15

Mais além

Mais além.jpg

 

 Não quero aí penetrar

E nem penetro tão pouco

Só e apenas com o olhar

Porque me deixa tão louco

 

Com o coração a palpitar

Não o ouço, estou mouco

Se acaso tento partilhar

Não o consigo, estou rouco

 

Poderei estar a sonhar

Com o mundo mais além

Onde ainda existe o amor

 

Mas acabado de acordar

Não o vi, nem a ninguém

Assim penetro no horror.

publicado por poetazarolho às 23:18 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 07.10.15

Anjos e demónios

Anjos e demónios.jpg

Os anjos da Oriola

Vão a sorrir e a cantar

Aprendendo na escola

Novas formas de estar

 

E os demónios ao lado

Vão tentando estragar

O patamar conquistado

Por não querer ajudar

 

Tudo quererem queimado

Então se hão-de queimar

No fogo assim ateado

 

Nesse inferno desejado

Têm dez minutos pra sonhar

E o tempo está terminado.

publicado por poetazarolho às 22:15 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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