Quarta-feira, 28.06.17

Modo diferente

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São restos de sensibilidade

Dum universo pequenino

Sobras duma humanidade

Que cavou o seu destino

 

Melhor sorte não teria

Do que deve à própria sorte

Pois melhor nunca seria

Já que a ela impôs a morte

 

Vê-la-emos renascida

Mas duma nova semente

Nesse parto já sem dôr

 

E da cinza surgirá vida

Num modo todo diferente

Que se alimentará no amor.

publicado por poetazarolho às 23:28 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 26.06.17

Alternativa submersa

Alternativa submersa.jpg

A falta de alternativa

Precipita uma solução

Ou deixa-te à deriva

Por ser outra a direcção

 

Pratica arte da esquiva

Ergue a tua construção

Procura que seja assertiva

Para que não perca razão

 

Mas dá-lhe forma diversa

Do que possas observar

Sem procurar conclusão

 

Pois a parte submersa

Podem nem se revelar

E ser a maior revolução.

publicado por poetazarolho às 22:02 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 20.06.17

Naturezas

Naturezas.jpg

 Arde ainda o meu coração

Não sendo o fogo do amor

Mas antes de consternação

Por tanto irmão arder de dor

 

Sem encontrar a explicação

Onde explicam tanto rumor

Incrédulo com esta situação

Nela apenas vejo o horror

 

Assumido como inevitável

Digno do verdadeiro autor

A natureza toda soberana

 

Que não sendo governável

Pode ter como seu mentor

A própria natureza humana.

publicado por poetazarolho às 23:43 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 17.06.17

Meditação

Meditação.jpg

Em uníssono meditar

Sobre a nossa condição

E quem sabe encontrar

Uma nova direcção

 

Ou pelo menos alertar

P’rós perigos qu’advirão

Se a cabeça não escutar

Os impulsos do coração

 

E a humanidade se centrar

Nos propósitos da razão

Justificativos dos meios

 

Que nos estão a asfixiar

Sem procurar solução

P’ra travar os devaneios.

publicado por poetazarolho às 08:21 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 07.06.17

Que mente

Que mente.jpg

Agora apetece-me ser

Ao pulsar do coração

Muito menos da razão

E mais do que apetecer

 

Sem que veja prescrever

Qualquer anterior lição

Pois a minha condição

Já tende para esquecer

 

Assim evolui a mente

Em constante contradição

Com o processo evolutivo

 

Isto porque nos mente

Já que chama evolução

Ao estado degenerativo.

publicado por poetazarolho às 00:40 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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