Poema emprestado

 

Sonhos não foram roubados

Apenas partiram pr’a guerra

Hão-de regressar reforçados

Pl’o cheiro a sangue e a terra

 

Nunca esquecem o seu autor

Mesmo mortos em combate

Pode-se abater um sonhador

Mas um sonho nunca se abate

 

Porque assim pode ser o sonho

Livres, genuíno, de força imensa

Tão semelhante à própria poesia

 

E se a liberdade não tem dono

Sonho também não tem pertença

Já este poema é teu por um dia.

publicado por poetazarolho às 00:30 | link do post | comentar