Sem memória

 

Desde que existe memória

Não houve orçamento assim

Foi muito antes da história

Não te comiam a ti e a mim

 

Agora em nome da soberana

Deste reino pós modernista

Vem exigir-nos mais grana

Não há espírito que resista

 

Para essa soberana alimentar

O coiro e o pêlo entregas

Melhor é a memória perder

 

Porque se te fosses lembrar

Até às calendas gregas

Seria sempre a padecer.

publicado por poetazarolho às 21:16 | link do post | comentar