O provedor

 

Vós que lá do vosso palácio

Dizeis ser provedor do povo

Que não seja este o posfácio

Antes de um provedor novo

 

Provedor da nossa incerteza

Das nossas angústias também

Com uma reforma de pobreza

Asilado no Palácio de Belém

 

Para as despesas não ganhais

Sois provedor das ambições

Dum país de chicos-espertos

 

Se andássemos mais despertos

Daríamos pelas contradições

Assim não merecemos mais.

publicado por poetazarolho às 16:25 | link do post | comentar