Ao som da orquestra

 

Orquestra continua a tocar

No centro da bela Europa

Sente-se a água a entrar

Mas a orquestra toca e toca

 

Em redor já ninguém escuta

Ouvem-se gritos d’aflição

Há ratazanas em disputa

Por um lugar de afirmação

 

Quem pôde o colete vestiu

E um lugar no bote ocupou

Quem não morreu afogado

 

Viveu um pouco mais e sentiu

Que a gula não compensou

Pois acabou por morrer gelado.

publicado por poetazarolho às 23:54 | link do post | comentar