Poetica(mente) II

 

Do fado, não da poesia

Quero extrair uma lição

Estrofe a verdade exprimia

Quem mentia era o aldrabão

 

Quebra corações gingão

Da escura viela de Alfama

Típico perfil de engatatão

De mentiroso tinha a fama

 

Por vezes também o proveito

Que uma donzela consentia

Doutras não levava nada

 

Que o não tomavam a peito

Pois sabiam qu’ele mentia

Punham-lhe a cara esmurrada.

publicado por poetazarolho às 19:26 | link do post | comentar