Alma minha

 

Fui dar de beber à dor

Mas ela não tinha sede

Pr’a bem da sua saúde

Pus um bife no assador

 

Também não tinha fome

Mais um esforço em vão

Venho a descobrir então

Dor não bebe nem come

 

Intrigado com o mistério

Procurei com muita calma

Qualquer possível critério

 

Para ver se a dor acalma

Mais um esforço inglório

Era uma dor cá da alma.

publicado por poetazarolho às 00:06 | link do post | comentar