Mundo perfeito

 

Comeu feijão com arroz

Como se fosse um príncipe

Esse nó no estômago atroz

Desta fome como acepipe

 

Um num bilião sem voz

Impossibilitado de gritar

Sentindo repulsa feroz

Por nada conseguir mudar

 

Nesse seu beco imundo

Onde jaz vivo num papelão

Seu aconchego, seu leito

 

Nada sequer pediu ao mundo

Aqui não conta a sua opinião

Neste mundo tão perfeito.

publicado por poetazarolho às 21:40 | link do post | comentar