Terça-feira, 22.08.17

Ligações neuronais

Ligações neuronais.jpg

Chegado ao ponto zero

Duma existência banal

Muito mais não espero

Desta crise existencial

 

Consigo ver no espelho

Embora vá vendo mal

Uma sobra de trambelho

Onde vai faltando o sal

 

Flui um imenso cansaço

Pelas ligações neuronais

É deixá-lo então fluir

 

Não me moam o cachaço

Que eu não aguento mais

Permitam-me só existir.

publicado por poetazarolho às 22:57 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Mal amanhado

Mal amanhado.jpg

Tenho destino marcado

A giz e pó de carvão

Sou tipo mal amado

Em cada dia ao serão

 

Cérebro mal amanhado

Mais parece um vulcão

Vida passa-me ao lado

Qual será a equação ?

 

Raíz quadrada de nada

Elevada a uma potência

Saída do fim do mundo

 

Recta e curva fechada

Acentuam a deficiência

Sou minutos por segundo.

publicado por poetazarolho às 06:55 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 19.08.17

Não rastejas

Não rastejas.jpg

 A beleza está gravada

Mesmo se não desejas

Até na terra queimada

Ainda que não a vejas

 

É a longa caminhada

Onde as mágoas despejas

E com a alma renovada

Nesse pranto não rastejas

 

Vês muito além de ver

E sabes que a natureza

Cumprirá a sua missão

 

Sentes muito além do ser

Consegues ver a beleza

Onde houve destruição.

publicado por poetazarolho às 09:46 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 17.08.17

Loucos padrões

Loucos padrões.jpg

Normalidade tem feição

Muita face que perdura

Quem é dono do padrão

Ideia feita de sanidade pura

 

Não falo por suposição

Senão em ideia madura

Se há loucos que o não são

Não devem nada à loucura

 

E a loucura sem saber

Não é credora de nada

Se nada lhe estão a dever

 

E a sanidade é devorada

Na hora do deve e haver

Loucura lhe será creditada.

publicado por poetazarolho às 23:00 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Domingo, 13.08.17

Aprender a voar

Aprender a voar.jpg

Tens o aqui e o agora

Como grande limitação

Nada impede saltar fora

Não tens uma imposição

 

Esquece a lei que vigora

Entra noutra dimensão

Logo a alma se revigora

Não te quebre a solidão

 

Teu limite o pensamento

Molda-o até à exaustão

Sentirás algo a despontar

 

Sobe alto no firmamento

Liberdade será a expressão

De quem aprendeu a voar.

publicado por poetazarolho às 12:15 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 12.08.17

Telheiros II

Telheiros II.jpg

Nós pensamos sem sentir

São as coisas da razão

Mais difícil é o medir

Com métricas do coração

 

Mas não há como fugir

Aos efeitos da devastação

Que nos estão a atingir

Quer queiramos quer não.

 

Não te perturbe o telheiro

Que a telha já lá estava

E o pensamento fluiu

 

Chegou todo sorrateiro

Quando a mente se fechava

E logo a mente se abriu.

publicado por poetazarolho às 10:02 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 10.08.17

Telheiros

Telheiros.jpg

O instante permanente

Induz uma nova sensação

Parece que estás dormente

Só estás noutra dimensão

 

Procuras aí uma semente

Dos seres que um dia serão

Os substitutos da gente

Mas com pouca imaginação.

 

Não te perturbe o telheiro

Que a telha já lá estava

E o pensamento fluiu

 

Chegou todo sorrateiro

Quando a mente se fechava

E logo a mente se abriu.

publicado por poetazarolho às 23:27 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Domingo, 30.07.17

Pegadas

Pegadas.jpg

A lágrima foi encontrada

Não sabemos donde vem

Mesmo após analisada

Pertencerá a ninguém

 

Pois se nunca foi chorada

Ficou esta lágrima aquém

Perto duma encruzilhada

Foi tratada com desdém

 

Lágrimas do mundo imenso

Que sem tempo p’ra chorar

Pisa o tempo em corrida

 

Num vale de lágrimas intenso

Onde podemos encontrar

Pegadas da própria vida.

publicado por poetazarolho às 18:45 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 26.07.17

Robotizado

Robotizado.jpg

A minha ignorância falou

O meu ser está esgotado

Imensas análises efectuou

Sem perceber o resultado

 

Por isso aquilo que sou

Se encontra desfasado

Daquilo que a correr dou

Ao andar tão atarefado

 

Esta é a lógica evolução

P’ra onde somos impelidos

Não sendo excepção, aí vou

 

Podeis ter toda a razão

Mas coração, boca e ouvidos

Não são órgãos dum robot.

publicado por poetazarolho às 00:26 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 20.07.17

Escravizados

Escravizados II.jpg

O preconceito está feito

Não interessa a realidade

Nem interessa ser desfeito

Pois cairíamos na verdade

 

Na verdade não há proveito

E é mentira a sua metade

Outra metade não aproveito

Despida que é d’intensidade

 

Todos nus vamos andando

Chafurdando na mentira

Que estes dias padroniza

 

As grilhetas transportando

Essas já ninguém no-las tira

Já que a mente se escraviza.

publicado por poetazarolho às 00:44 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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