Bailando

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Escrevo o que m’apetece

E o que não apetece também

Se a poesia se desvanece

Trato-a por filha da mãe

 

Meretriz ou coisa pior

Resgato-a da beira da estrada

Não se querendo recompor

Desata o verbo à estalada

 

Cai o Carmo e a Trindade

Dos impropérios é a dança

E o caldo vai entornando

 

Após tanta atrocidade

Eis que regressa a bonança

E o verbo de novo bailando.

publicado por poetazarolho às 21:03 | link do post | comentar