Barca da vida

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Sempre poderia ter sido

Tudo aquilo que não fui

Vejo-me agora comprimido

Logo o meu ser se dilui

 

Não me retirem de mim

Sinto-me bem ancorado

Deixem-me estar assim

Não me quero noutro lado

 

Com o coração em ascensão

Pensamento no firmamento

E o meu ser tão disperso

 

Sinto e não sinto o coração

Ouço e não ouço o pensamento

Caibo e não caibo no universo.

publicado por poetazarolho às 19:44 | link do post | comentar