Existir

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Cada tempo o tempo apanha

Mas nada de errado em nascer

Do outro lado da montanha

Onde é necessário parecer

 

Também aí há quem não pareça

Por ter sentimento diverso

E por isso desobedeça

À lei do actual universo

 

O universo da vaidade

Da luxúria e do possuir

Diga não em consciência

 

Use o manto da simplicidade

Baste-se com sítio pra dormir

Recuse vertiginosa inexistência.

publicado por poetazarolho às 23:32 | link do post | comentar