Invernos

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E o silêncio ecoou

Numa imensa oração

Nada então se escutou

A não ser o coração

 

E a alma aproveitou

Para se limpar da razão

Que em tempos a sujou

Por não ter tido atenção

 

Dizem são coisas da fé

Entre o céu e o inferno

Neste mundo pequenino

 

Mas se nada é como é

Pode ser que no inverno

Eu me faça peregrino.

publicado por poetazarolho às 00:12 | link do post | comentar