Loucos padrões

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Normalidade tem feição

Muita face que perdura

Quem é dono do padrão

Ideia feita de sanidade pura

 

Não falo por suposição

Senão em ideia madura

Se há loucos que o não são

Não devem nada à loucura

 

E a loucura sem saber

Não é credora de nada

Se nada lhe estão a dever

 

E a sanidade é devorada

Na hora do deve e haver

Loucura lhe será creditada.

publicado por poetazarolho às 23:00 | link do post | comentar