Manhã cinzenta

 

Já não existo nem sou

Deste mundo sem lei

Para outro mundo vou

Qual será ainda não sei

 

Os moinhos são dragões

Suas velas cospem fogo

Vou viver de ilusões

Nesse outro mundo novo

 

Adamastor é o anfitrião

Pr’afundar a embarcação

Vai lançar uma tormenta

 

Esta é uma manhã cinzenta

Desassossego não é solução

Outros mundos também não.

publicado por poetazarolho às 22:19 | link do post | comentar