Novos mercados

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Bebem café, lêem o jornal

Sentem escapar os minutos

Produzem o trabalho braçal

P’ra uns tantos mais astutos

 

Neste interregno matinal

Aguardam naus motorizadas

Que navegam no temporal

Novos mares ditos estradas

 

No meio do burburinho

Ouve-se um silêncio atroz

Que trespassa esses bravos

 

Vemo-los partir de mansinho

De local moderno entre nós

O novo mercado d’escravos.

publicado por poetazarolho às 21:58 | link do post | comentar