Seca extrema

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Chorou, mas já não chora

Avança, mas já parou

Implorou, já não implora

Acaba, mas não começou

 

Sigo humanidade afora

Restos mortais do que sou

Atinjo limite que deplora

O que a vida nos legou

 

Perplexa com seu traçado

Perplexa com a insanidade

Perplexo, eu aqui estou

 

Decido ficar a meu lado

Perplexo com a humanidade

Já não chora porque secou.

publicado por poetazarolho às 22:26 | link do post | comentar