Somos instantes

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Não quero mais do que quero

Não posso mais do que posso

Por não poder não desespero

Por não querer não destroço

 

Tudo é vida e tudo é morte

São os mundos paralelos

Joga-se ao azar e à sorte

Lembram-nos ao esquecê-los

 

Neste sopro que é a vida

E onde parecemos girar

Em torno de leis inconstantes

 

Nada está ganho à partida

Nem tão pouco ao chegar

Ou sequer nos breves instantes.

publicado por poetazarolho às 00:26 | link do post | comentar