Tempo que não resta

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O avião pousa no chão

Com almas despedaçadas

Arca de vidas estilhaçadas

Mas já não era avião

 

As palavras espalhadas

Não espelham a situação

De infinita consternação,

Caixas negras encontradas

 

Não trazem a explicação

Para estas vidas roubadas

Eram como flores plantadas

 

Numa imensa plantação

De esperança polvilhadas

E porquê assim ceifadas?

publicado por poetazarolho às 22:19 | link do post | comentar