Sexta-feira, 15.06.18

Deprimente

Deprimente.jpg

Eu mudo constantemente

Mas a mente em meu redor

Tornou-se porca e diferente

Não quer mudar p'ra melhor

 

Após negociação insistente

Nunca conseguiria supor

Que eu continuaria na frente

E ela a remoer de rancor

 

Mas que diabo de mente

Logo havia de me calhar

Isto é uma grande chatice

 

O caso está deprimente

Preciso de a modificar

Ou ainda caio na velhice.

publicado por poetazarolho às 00:00 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 13.06.18

Saber em contra mão

Saber em contra mão.jpg

A ignorância é um posto

Pois permite avançar

Muito mais que o suposto

Sem o receio de errar

 

E tudo o que é proposto

Estás disposto a analisar

Ainda que p’ra desgosto

Ao lixo possa ir parar

 

Mas na certeza porém

Da conclusão incorporar

Vasto leque da solução

 

E não há o risco também

Do ignorante poder chocar

Com o saber em contra mão.

publicado por poetazarolho às 07:05 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 11.06.18

Ideário

Ideário.jpg

O previlégio de pensar

Sobrepõe-se à existência

Não sei como o explicar

Mas faz tu a experiência

 

Sentes uma ideia chegar

Sem que haja evidência

De onde pudesse brotar

Não lhe anules a essência

 

Entrega-a a um ideário

Que dela saiba cuidar

Não sei que frutos dará

 

Mas se fizeres o contrário

Podes essa ideia matar

Também ela te matará.

publicado por poetazarolho às 23:53 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 07.06.18

Será ?

Será.jpg

Eu existo sem pensar

Quer ele queira ou não

Só para o contrariar

Assim lhe roubo a razão

 

René ficará a indagar

Se existiu ou fez confusão

Pois de tanto se explicar

Extinguiu-se em explicação

 

Ficaremos nós também

Em busca do pensamento

Razão viva do nosso eu

 

Se o pensar é de ninguém

Viveremos cada momento

Como quem nunca viveu.

publicado por poetazarolho às 06:12 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sábado, 19.05.18

Encantos

Encantos.jpg

O mundo tem desencanto

Mas a alma aprisionada

Não busca outro recanto

Na sua floresta encantada

 

Encantar-se não exige tanto

Como seguir desencantada

E para meu grande espanto

“Is for free” não custa nada

 

Apenas o coração ao alto

Com olhares no horizonte

E a mente despoluida

 

Por vezes um sobressalto

Mas nada que seque a fonte

Dos encantos desta vida.

publicado por poetazarolho às 13:50 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 13.05.18

Momentos eternos

Momentos eternos.jpg

A eternidade é agora

Não esperes mais por ela

Quanto muito vai-te embora

Busca o que tem de bela

 

Quatro amigos improváveis

Funcionam na perfeição

São relações insondáveis

Que partem do coração

 

No bosque não havia mundo

Mas era o caminho eleito

E não noutra direcção

 

Não hesitaram um segundo

Mas tudo sairia perfeito

Sem que houvesse explicação.

publicado por poetazarolho às 23:02 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 25.04.18

Lapsos de lucidez

Lapsos de lucidez.jpg

O caminho é o amor

Em lapsos de lucidez

Noutros instantes é dor

Mais aquilo que não vês

 

A inexistência é eterna

Por contra ponto à vida

Mas na existência moderna

Busca-se eternidade perdida

 

Junta o teu não ser a nós

Vem marchar na eternidade

Pelo inferno dantes visto

 

Eternamente a uma só voz

Constroi-se a felicidade

Nesse mundo imprevisto.

publicado por poetazarolho às 16:49 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 18.04.18

Disperso

Disperso.jpg

A realidade nefasta

Que destroi a realidade

Do meu ser se afasta

Por não ver nela verdade

 

Transporto minha canasta

Sem um pingo de vaidade

Tem tudo quanto me basta

Sem marca de ansiedade

 

Realidades aos pedaços

Servidas em tod’o preceito

Com estilhaços de vidas

 

Não as acolho em meus braços

Não lhes encontro muito jeito

Não são as minhas preferidas.

publicado por poetazarolho às 07:45 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 11.04.18

Implodiremos

Implodiremos.jpg

Tu que és a humanidade

Muda a tua atitude

Rejeita a insanidade

P’ra que a humanidade mude

 

Com guerra constróis a paz

Mas essa paz construída

Só alimenta quem faz

Da guerra o modo de vida

 

Não te darei a receita

Já que tal não me compete

Mas dar-te-ei uma conclusão

 

Se a humanidade não se respeita

Toda a gente compromete

E promove a sua implosão.

publicado por poetazarolho às 23:21 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 09.04.18

Navios e revoluções

Navios e revoluções.jpg

Gabriel, donde surgiu ?

O navio ? Ninguém sabe !

Mas dissera quem o viu

Mais parecia uma nave

 

Com suas velas ao vento

Surgira da fina espuma

Foi a força do momento

Que no-lo ofereceu em suma

 

E é da força do artista

Que nasce a revolução

Ontem, hoje ou agora

 

Pois mesmo qu’ele desista

A ideia em contramão

Verá chegar sua hora.

publicado por poetazarolho às 23:31 | link do post | comentar | ver comentários (2)

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