Quinta-feira, 11.07.19

Outro ser

Outro ser.jpg

Esse tempo de ter tempo
Uma ideia peregrina
Consumiu cada momento
Mais rápido qu'estricnina

Mas matéria em movimento
Tem existência genuina
Do cérebro entendimento
Ainda é coisa pequenina

Virá o tempo mais além
Doutras coisas, doutro ser
Em que o ser será vital

Por agora estamos bem
Com novo samba a nascer
Já para o próximo carnaval.

publicado por poetazarolho às 00:02 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 01.07.19

Fragmentos

Fragmentos.jpg

O mundo está fragmentado

Como nunca aconteceu

Cada um para seu lado

Olha apenas o que é seu

 

Será bom o resultado

Para quem sobreviveu

Ninguém está empenhado

No que um dia prometeu

 

Há quem se sinta defunto

Como antes não acontecia

Tratando do seu assunto

 

Aguardando a profecia

Vive assim cada bestunto

A morte no dia a dia.

publicado por poetazarolho às 10:18 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 13.06.19

Não cobramos

Não cobramos.jpg

Daqui a pouco vou morrer

Ou vou ser assassinado

Pois não gosto de me ver

A este espaço confinado

 

E depois vou renascer

Serei fantasma encantado

Tudo farão pra m'entender

Mas não estou p'raí virado

 

Venham comigo ao além

Fiquem fãs deste pensar

Tragam um amigo também

 

Nada terão que nos dar

Não cobramos a ninguém

A simples forma de amar.

publicado por poetazarolho às 00:04 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 05.06.19

Com estes olhos

Com estes olhos.jpg

Com estes olhos de louco

Vejo o mundo, impaciente

Para alguns isso é pouco

Prá loucura é suficiente

 

Grito muito, fico rouco

Todo o mundo indiferente

Levam na alma um sôco

Saco de pancada doente

 

Como estes olhos já viram

Como esta voz já gritou

Resta-me agora perdoar

 

Todos os que agrediram

O louco que aqui ficou

Sem vontade de chorar.

publicado por poetazarolho às 05:51 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 01.06.19

Gadanha lá

Gadanha lá.jpg

Ela que não se faça rogada

Gadanhe o quer noutra eira

Gadanhe lá e espere sentada

Enquanto cá o trigo se joeira

 

Atirado ao ar duma assentada

Separa-se da palha e da poeira

Para gáudio da palavra cantada

Assim nascefarta a sementeira

 

Que à alma entrega o pão

Nesta nossa sina fertilizada

Por obra doutros e canseira

 

Que ainda sabem dizer não

Seguimos coesos na estrada

Como se fôra a vez primeira.

publicado por poetazarolho às 15:54 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 12.04.19

Existência plena

Existência plena.jpg

Mergulho na existência plena

Vôo além do firmamento

Descartes teria muita pena

Limitou-se em cada momento

 

Na existência tão pequena

Não nos limita o pensamento

Pode vir mais que a centena

Existiremos para lá do cento

 

Sentimos enorme turbilhão

Dos neurónios a conectar

Como explica a neurociência

 

Sendo mente em evolução

Nunca se limitará no pensar

Mas na tomada de consciência.

publicado por poetazarolho às 18:36 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Terça-feira, 19.02.19

Sou pensamento

Sou pensamento.jpg

Meu espaço ofereci

Agora sou pensamento

Tudo aquilo que vi

Foi o vosso alimento

 

Tudo o que não pedi

Foi a razão do sustento

Hoje permaneço aqui

Sem espaço a lamento

 

Sou pensamento, existo

Muito além da razão

Imposta por julgamento

 

De pensar não desisto

Por vezes com coração

Racional no sentimento.

publicado por poetazarolho às 05:11 | link do post | comentar
Quarta-feira, 06.02.19

Tão menos

Tão menos.jpg

Tanto de mim, mas tão pouco

Tanto de mim, vai e vem

Tanto de mim, faz de mouco

Tão menos do que convém

 

Tanto de mim, ficou rouco

Tanto de mim, não se sustém

Tanto de mim, anda louco

Tão menos do que alguém

 

Tão menos, todos ficamos

Tão menos, já vamos sendo

Tão menos, já nos sentimos

 

Isto tudo porque andamos

Em busca do que parecendo

Parecendo, não nos revimos.

publicado por poetazarolho às 21:48 | link do post | comentar
Sexta-feira, 18.01.19

Direito ao abismo

Direito ao abismo.jpg

“Que o mundo lhe souber dar!”

Porque ao mundo lhe foi dado

Razões p´rá razão encontrar

O que nunca foi encontrado

 

Para as muitas feridas sarar

Deste mundo assim mutilado

E um dia o mundo almejar

Ser um mundo muito amado

 

Por todos os mundos ao redor

Que verão nele o mundo maior

Sem razão pra inconformismo

 

E enquanto não nos satisfaz

Por haver guerra e não a paz

Que haja o direito ao abismo.

publicado por poetazarolho às 15:56 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 17.01.19

Censurado

Censurado.jpg

O poema foi censurado

Então cessou de gritar

Continuando a germinar

No seu ventre laqueado

 

Rensasceu por todo o lado

Mais que possam imaginar

E a censura viu brotar

Um poema transfigurado

 

Gritando a pleno pulmão

O que era seu por direito

Sem reserva ou negação

 

No meio da imperfeição

Que nada seja perfeito

Pois corrompe a solução.

publicado por poetazarolho às 07:22 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Favorito

mais sobre mim

links

posts recentes

últ. comentários

Posts mais comentados

arquivos

pesquisar neste blog

 

subscrever feeds

blogs SAPO