Terça-feira, 19.02.19

Sou pensamento

Sou pensamento.jpg

Meu espaço ofereci

Agora sou pensamento

Tudo aquilo que vi

Foi o vosso alimento

 

Tudo o que não pedi

Foi a razão do sustento

Hoje permaneço aqui

Sem espaço a lamento

 

Sou pensamento, existo

Muito além da razão

Imposta por julgamento

 

De pensar não desisto

Por vezes com coração

Racional no sentimento.

publicado por poetazarolho às 05:11 | link do post | comentar
Quarta-feira, 06.02.19

Tão menos

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Tanto de mim, mas tão pouco

Tanto de mim, vai e vem

Tanto de mim, faz de mouco

Tão menos do que convém

 

Tanto de mim, ficou rouco

Tanto de mim, não se sustém

Tanto de mim, anda louco

Tão menos do que alguém

 

Tão menos, todos ficamos

Tão menos, já vamos sendo

Tão menos, já nos sentimos

 

Isto tudo porque andamos

Em busca do que parecendo

Parecendo, não nos revimos.

publicado por poetazarolho às 21:48 | link do post | comentar
Sexta-feira, 18.01.19

Direito ao abismo

Direito ao abismo.jpg

“Que o mundo lhe souber dar!”

Porque ao mundo lhe foi dado

Razões p´rá razão encontrar

O que nunca foi encontrado

 

Para as muitas feridas sarar

Deste mundo assim mutilado

E um dia o mundo almejar

Ser um mundo muito amado

 

Por todos os mundos ao redor

Que verão nele o mundo maior

Sem razão pra inconformismo

 

E enquanto não nos satisfaz

Por haver guerra e não a paz

Que haja o direito ao abismo.

publicado por poetazarolho às 15:56 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 17.01.19

Censurado

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O poema foi censurado

Então cessou de gritar

Continuando a germinar

No seu ventre laqueado

 

Rensasceu por todo o lado

Mais que possam imaginar

E a censura viu brotar

Um poema transfigurado

 

Gritando a pleno pulmão

O que era seu por direito

Sem reserva ou negação

 

No meio da imperfeição

Que nada seja perfeito

Pois corrompe a solução.

publicado por poetazarolho às 07:22 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Segunda-feira, 31.12.18

Universal bom ano

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Um universal bom ano

Daqui para o universo

E em Roma sê romano

Citei no anterior verso

 

No universo sê humano

Nunca de modo disperso

Em Esparta sê espartano

Não tentes ser o inverso

 

Sê tudo isso e muito mais

Mas sê apenas verdade

Não opaca, transparente

 

Deixa transparecer sinais

Chama acesa sem vaidade

Ilumina e segue em frente.

publicado por poetazarolho às 23:04 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 30.12.18

Pobre inteligência

Pobre inteligência.jpg

Preciso dum mundo são

Marquei-lhe uma terapia

Tive esse mundo na mão

Como há muito não o via

 

No processo de decisão

Já não sei se decidiria

Decidindo ou talvez não

Num mundo em dicotomia

 

Onde a história da estupidez

Não merece ser estudada

Menos ainda a inteligência

 

Pois tão artificial se fez

De estúpida foi classificada

Aos olhos da própria ciência.

publicado por poetazarolho às 21:32 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 27.12.18

Existência vazia

Existência vazia.jpg

Esqueci-me de existir

Além existência não vejo

Mas não posso resistir

Pois na alma me revejo

 

Se o espelho não partir

Posso formular um desejo

Existência vinda a seguir

Que não seja um lampejo

 

Seja plena de sabedoria

Vazia de poder e certeza

Ou então não seja um eu

 

Seja uma existência vazia

Vazia  com tanta firmeza

Que tod’o espaço preencheu.

publicado por poetazarolho às 23:56 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 24.12.18

Em jejum

Em jejum.jpg

Vivo muito por segundo

E a cada pedaço de mim

Descubro um novo mundo

O que querem? Sou assim

 

Sou no íntimo, fecundo

Prisioneiro dum frenesim

Com discurso lá no fundo

Sou o eco dum chinfrim

 

Vou daqui pra todo o lado

Triste destino encantado

Sem chegar a lado nenhum

 

Sinto-me em cada bocado

Novo destino encontrado

Se de mim faço jejum.

publicado por poetazarolho às 14:27 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 18.12.18

Estradas universais

Estradas universais.jpg

Vida em mim não manda

E a morte também não

Porque a minha alma anda

Nas asas de um furacão

 

O cérebro em debanda

Já não sente o coração

Horizonte numa ciranda

Não vislumbra a solução

 

Prá vida foi encontrada

Receita num entreposto

Nos confins do universo

 

Falta construir a estrada

Que nos levará ao suposto

Pote de ouro, neste verso.

 

publicado por poetazarolho às 11:07 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 12.12.18

Ao vento

Ao vento II.jpg

Estou aqui neste momento

Sem existência confirmada

Destinado ao sofrimento

Nas asas duma balada

 

Não me ocorre pensamento

Há muito que deu em nada

Sinto grande esvaziamento

Desta alma quase penada

 

Sem penas não me assumo

Que assunção seria vida

Não pertence ao sentimento

 

Deste vazio que presumo

Se preencha em seguida

Com pena lançada ao vento.

publicado por poetazarolho às 23:04 | link do post | comentar | ver comentários (3)

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