Quarta-feira, 26.08.20

Mistério

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Dar a vida por amor

A cada dia que passa

Pode sentir-se essa dôr

Como bala te trespassa

 

Mas refreia-se o ardor

Cresce-se sempre na graça

Pois chegado o redentor

Não leva, só nos abraça

 

Sente-se a luz do mistério

Porta aberta ao infinito

Não é passagem perdida

 

Parte nobre deste império

Onde na pedra está escrito

Que mistério é este da vida?

publicado por poetazarolho às 23:02 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 01.08.20

Povo convencido

Povo convencido.jpg

Quando eu já nada sei

Do pouco que não esqueci

Sento-me à beira do rei

E faço de bobo que ri

 

Porque nunca governei

Sinto apenas do que vi

Por certo não me enganei

Mas enganado eu vivi

 

Somos todos, um só povo

Que ao povo tudo pertence

Enquanto este está unido

 

Mas agora, um dado novo

Morre o povo se se convence

De nada haver-se esquecido.

publicado por poetazarolho às 16:27 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 03.07.20

Quanto

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Quanto vaga seja a vaga

Quanto de luz te ilumine

Quanto de sal ela traga

Quando a vaga se define

 

Quando a escuridão afaga

Quando o saber se suprime

Quando se começa a saga

Quanto do povo deprime

 

Vamos, vimos e ficamos

Entre artes de marear

Sabendo que a noite cai

 

Entre áis nos revelamos

E quando a sorte chegar

Quanto de nós já lá vai.

publicado por poetazarolho às 18:10 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 13.05.20

Na ausência

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Neste Maio peregrinei

Em linhas da minha mão

Palmo e meio calcorreei

Desd’a mente ao coração

 

Pelo caminho me dei

Sem esperar retribuição

Quando a mãe avistei

Foi enorme a satisfação

 

Todos juntos percorremos

Pedras da mesma calçada

Sem manifestar nossa dor

 

Na ausência nos movemos

Construindo nova estrada

Feita de blocos de amor.

publicado por poetazarolho às 20:13 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 08.04.20

Demonização

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Uma ideia cujo tempo chegou

Aproveita-se para um verso

E num ápice tudo aglomerou

Quanto nos parecia disperso

 

Demónio e anjo, humanizou

Sem nada de controverso

Invertendo tudo ordenou

Que se crie o seu inverso

 

Demónio assenta-lhe bem

Nesta nova configuração

Humanizado vê a luz do dia

 

Aprovado por todos no além

Sem nunca levantar suspeição

Pois que de anjo a pele vestia.

publicado por poetazarolho às 04:47 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 19.03.20

O regresso

O regresso.jpg

D’emergência é o estado

Que você deve usar

Ponha luvas com cuidado

Não esqueça desinfectar

 

Tussa sempre para o lado

Corra para as mãos lavar

E na máscara pendurado

Você deve sempre estar

 

Faça tudo tele trabalhado

Que o chefe vai adorar

Será sempre recompensado

 

Se as regras interiorizar

Que o regresso ao passado

Talvez possa assim chegar.

publicado por poetazarolho às 11:50 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 19.02.20

O resgate

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Resgatado numa viela

Quando já nada pedia

Tinha por luz uma estrela

Mais a água que bebia

 

O mundo estava à janela

Rodopiante e não me via

Mas que manhã era aquela

Em que a janela se abria

 

Em que o mundo extravasou

Raios fecundos em profusão

Que inundaram a cidade

 

E o ser perdido gritou

Num instante de explosão

Sê bem-vinda ó felicidade.

publicado por poetazarolho às 21:27 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 22.12.19

Erupção

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A cultura pode ser chão

De mais profunda raiz

Há cultura em erupção

Mesmo se um não o quis

 

Hoje não vale um tostão

Armazena o que ele diz

Valerá em breve um milhão

Como as almas mais viris

 

Que sabendo aqui estão

Não para produzir matiz

Mas dar vivas à criação

 

Nunca subjugada a juiz

Donde brota insubmissão

Que molda cada aprendiz.

publicado por poetazarolho às 16:44 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Quarta-feira, 11.12.19

Sofisticação

Sofisticação.jpg

Na métrica sofisticada

Da ultra sofisticação

Estética foi endeusada

Ética tornou-se senão

 

Tendo sido pendurada

Às vis mãos da corrupção

Construi-se a auto estrada

Muito antes da viação

 

E a frota foi enterrada

Não chegara à invenção

Viu-se o mundo regredido

 

À era da pedra lascada

Onde o amor foi a leilão

Pois não era consentido.

publicado por poetazarolho às 07:20 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 19.11.19

Do sentir

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Aqui não me encontrei

Mais além estou ausente

Noutros sítios procurei

Nada vi de diferente

 

Da realidade não sei

Rebusco a minha mente

Noutra dimensão aterrei

Sendo esta onde se sente

 

Saúdo o meu novo estar

Com o espírito a comandar

Eu à mente já não minto

 

Se me perguntam vais ficar

Estou-me agora a deliciar

Com tudo aquilo que sinto.

publicado por poetazarolho às 22:40 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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