Quarta-feira, 13.05.20

Na ausência

Na ausência.jpg

Neste Maio peregrinei

Em linhas da minha mão

Palmo e meio calcorreei

Desd’a mente ao coração

 

Pelo caminho me dei

Sem esperar retribuição

Quando a mãe avistei

Foi enorme a satisfação

 

Todos juntos percorremos

Pedras da mesma calçada

Sem manifestar nossa dor

 

Na ausência nos movemos

Construindo nova estrada

Feita de blocos de amor.

publicado por poetazarolho às 20:13 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 08.04.20

Demonização

Demonização.jpg

Uma ideia cujo tempo chegou

Aproveita-se para um verso

E num ápice tudo aglomerou

Quanto nos parecia disperso

 

Demónio e anjo, humanizou

Sem nada de controverso

Invertendo tudo ordenou

Que se crie o seu inverso

 

Demónio assenta-lhe bem

Nesta nova configuração

Humanizado vê a luz do dia

 

Aprovado por todos no além

Sem nunca levantar suspeição

Pois que de anjo a pele vestia.

publicado por poetazarolho às 04:47 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 19.03.20

O regresso

O regresso.jpg

D’emergência é o estado

Que você deve usar

Ponha luvas com cuidado

Não esqueça desinfectar

 

Tussa sempre para o lado

Corra para as mãos lavar

E na máscara pendurado

Você deve sempre estar

 

Faça tudo tele trabalhado

Que o chefe vai adorar

Será sempre recompensado

 

Se as regras interiorizar

Que o regresso ao passado

Talvez possa assim chegar.

publicado por poetazarolho às 11:50 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 19.02.20

O resgate

O resgate.jpg

Resgatado numa viela

Quando já nada pedia

Tinha por luz uma estrela

Mais a água que bebia

 

O mundo estava à janela

Rodopiante e não me via

Mas que manhã era aquela

Em que a janela se abria

 

Em que o mundo extravasou

Raios fecundos em profusão

Que inundaram a cidade

 

E o ser perdido gritou

Num instante de explosão

Sê bem-vinda ó felicidade.

publicado por poetazarolho às 21:27 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 22.12.19

Erupção

Erupção II.jpg

A cultura pode ser chão

De mais profunda raiz

Há cultura em erupção

Mesmo se um não o quis

 

Hoje não vale um tostão

Armazena o que ele diz

Valerá em breve um milhão

Como as almas mais viris

 

Que sabendo aqui estão

Não para produzir matiz

Mas dar vivas à criação

 

Nunca subjugada a juiz

Donde brota insubmissão

Que molda cada aprendiz.

publicado por poetazarolho às 16:44 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Quarta-feira, 11.12.19

Sofisticação

Sofisticação.jpg

Na métrica sofisticada

Da ultra sofisticação

Estética foi endeusada

Ética tornou-se senão

 

Tendo sido pendurada

Às vis mãos da corrupção

Construi-se a auto estrada

Muito antes da viação

 

E a frota foi enterrada

Não chegara à invenção

Viu-se o mundo regredido

 

À era da pedra lascada

Onde o amor foi a leilão

Pois não era consentido.

publicado por poetazarolho às 07:20 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 19.11.19

Do sentir

Do sentir.jpg

Aqui não me encontrei

Mais além estou ausente

Noutros sítios procurei

Nada vi de diferente

 

Da realidade não sei

Rebusco a minha mente

Noutra dimensão aterrei

Sendo esta onde se sente

 

Saúdo o meu novo estar

Com o espírito a comandar

Eu à mente já não minto

 

Se me perguntam vais ficar

Estou-me agora a deliciar

Com tudo aquilo que sinto.

publicado por poetazarolho às 22:40 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 10.11.19

Vida no lixo

Vida no lixo.jpg

São ideias de Pessoa

Heterónimos a esvoaçar

Pela alta de Lisboa

Pela baixa a sussurrar

 

Um não ser amaldiçoa

O que não deve voltar

Sua não ideia destoa

De holocaustos a pulsar

 

Cheiro a cinza apregoa

Genocídio do pensar

Amordaça o sentimento

 

E a vida no lixo repovoa

Tudo o que há p'ra mostrar

Na morte do pensamento.

publicado por poetazarolho às 15:41 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 06.11.19

Sinfonia de arame farpado

Humanidade renascida ii.jpg

Salvemos a humanidade

Com a mesquinhez incluída

Desnudada de integridade

E de humana mente parida

 

Com laivos de personalidade

Mas de humanidade despida

Corre em busca da verdade

Pauta em mentira corrida

 

Vibram as cordas do violão

Sinfonia de arame farpado,

Nova humanidade renascida

 

Pergunto, quantos restarão?

Respondem-me do outro lado:

Alguns mortos, nenhum com vida.

publicado por poetazarolho às 17:29 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 28.10.19

Talvez louco

Talvez louco i.jpg

Se politicamente correcto

Com aspecto de brandura

Marino tédio circunspecto

Ou tempero em loucura

 

Debaixo dum mesmo tecto

Esta ligação não perdura

Para não ser incorrecto

Baixo o ponto de fervura

 

Mas por dentro já me sinto

Em loucura a fervilhar

Esse tempera p'rá vida

 

Por fim ninguém desminto

Não me compete julgar

Toda a loucura escondida.

publicado por poetazarolho às 13:08 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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