Quarta-feira, 17.10.18

Superlativo

Superlativo.jpg

Já não penso neste mundo

Nem no outro a seguir

Senão num mais fecundo

Que estes hão-de parir

 

Com um recorte profundo

Onde se possa fazer sentir

Em cada nanossegundo

Enorme força a emergir

 

Inda além do conhecimento

De qualquer estádio actual

No processo evolutivo

 

Dotados de pensamento

Evoluiremos de animal

Até um ser superlativo.

publicado por poetazarolho às 23:22 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 10.10.18

Transformação

Transformação.jpg

“Tanto assim, fugir à norma...”

Das mudanças infinitas

Que neste mundo transforma

Coisas belas em bonitas

 

Por isso na minha forma

Fico pelas coisas catitas

Que o meu ser pede reforma

E eu sei que não acreditas

 

Neste mundo em fusão

Onde permaneço sentado

Sem tomar uma decisão

 

Mas eu estou transformado

Profunda a transformação

Sou um ser em qualquer lado.

publicado por poetazarolho às 17:36 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 09.10.18

Incertezas

Incertezas.jpg

Estou aqui à beira mar

Estou aqui à beira mim

Nesta arte de abeirar

Sigo apenas porque sim

 

Sinto as brisas falar

Sei porque falam assim

Limito-me a escutar

Desconto o que é ruim

 

Sou aquilo que sonhei

E mesmo nada sabendo

No dia em que acordei

 

Logo fui percebendo

Que sabendo, nada sei

Que sem ser, lá fui sendo.

publicado por poetazarolho às 05:58 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 26.09.18

Incompleta felicidade

Incompleta felicidade.jpg

Afastei da existência

Um parte do meu ser

Condição de sobrevivência

P’ró que está a acontecer

 

Assumi a deficiência

Em que estou a incorrer

Outros na magnificência

Não querem sequer saber

 

Feliz por pensar demais

Nos males da humanidade

Sem que os possa resolver

 

Junto-me a tantos e mais

Que partilham a felicidade

Com os que não querem ver.

publicado por poetazarolho às 00:16 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 06.09.18

Tempero

Tempero.jpg

“Com mil coisas que eu cá sei”

Sendo parte dum tesoiro

Outras dez mil procurei

Estarão no pote de oiro

 

Não chegam para ser rei

Tenho um arado e um toiro

Colho do que semeei

Mágico é o bebedoiro

 

Donde sempre beberei

Também é ancoradoiro

Mil coisas imaginei

 

Mil coisas deram o estoiro

Resto zero é minha lei

Tempero é folha de loiro.

publicado por poetazarolho às 09:17 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Cume da gargalhada

Cume da gargalhada.jpg

Se tens a alma a sorrir

Podes atingir a perfeição

Mas não consegues sentir

Se à alma não deres a mão

 

Mas para a alma se abrir

Não lhe podes dizer não

Tens tão só que abstrair

Daquela mesquinha razão

 

Que te obriga a subtrair

Às voltas do coração

Essa qu’está a impedir

 

Como o cume do vulcão

A tua alma de expelir

Gargalhadas em profusão.

publicado por poetazarolho às 01:51 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 02.09.18

Alma e palavra

Alma e palavra.jpg

Sou um corpo para a alma

Sou uma palavra p´rá voz

Sou tempestade com calma

Sou só eu p´ra todos nós

 

E o mundo não acalma

Vivemos em casca de nóz

Cada um não vê vivalma

Quando a ideia é atroz

 

E esta ideia não nasceu

Apenas existia perdida

Quisera que fosse eu

 

A revesti-la de vida

Mas nunca me prometeu

Nascer para ser vivida.

publicado por poetazarolho às 16:21 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 29.08.18

E=mc2

E=mc2.jpg

Eu no tempo apenas perdido

Com os afazeres habituais

Não sei se por ter nascido

Ou por outras causas banais

 

Não encontrei definido

O que para os seres normais

Poderia já estar decidido

Pois do tempo não voltam mais

 

Embarquei numa equação

Toda plena de energia

Mas logo dúvidas suscitou

 

Assinalaram a transgressão

Dizem-me não ser do Mia

Einstein ainda não voltou.

publicado por poetazarolho às 14:10 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 23.08.18

Barca encalhada

Barca encalhada.jpg

“Paga em dobro a velha renda”

E inda brinca aos pobrezinhos

Sem mais cheta p’rá contenda

Calcorreia estes caminhos

 

Vê arder a velha tenda

Corre a rezar aos santinhos

Que lhe negam uma prenda

Por não verem sapatinhos

 

Mas um azar nunca vem só

Já não sei o que faremos

Desta vida assim trajada

 

Se todos viemos do pó

Sugiro então que rememos

Na nossa barca encalhada.

publicado por poetazarolho às 16:51 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Barca real

Barca real.jpg

“Fosse a sua embarcação...”

Fosse um pedaço de mundo

Ou pedaço de emoção

Desse sentir mais profundo

 

Fosse a transitória ilusão

De um porvir mais fecundo

Ou a forte sensação

Deste presente imundo

 

Fosse barca de papel

Por força de marinheiros

Fosse torre de babel

 

P’lo suor de cantoneiros

Mas nascidos no tropel

Eram os reis os primeiros.

publicado por poetazarolho às 12:05 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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