Tanta coisa e nada

 

Há tanta coisa e nada

Nessa existência fútil

Ao longo da caminhada

Talvez pudesses ser útil

 

Se a nada dás atenção

Tanta coisa te consome

Se entras no turbilhão

Nem te dás conta da fome

 

Que sabemos não existe

Nos corredores do poder

Ou na propaganda barata

 

E se há quem não desiste

Há também quem deixe de ser

Ao descobrir que a fome mata.

publicado por poetazarolho às 21:21 | link do post | comentar