Pintura a fogo

 

Fica de negro manchado

Com vermelho à mistura

Todo o país queimado

Enquanto o verão dura

 

Mas o outono chegado

Logo tudo é esquecido

Com o discurso pintado

Nem parece ter ardido

 

A culpa morre solteira

Para no verão surgir

Com a cara lavada

 

Fogo volta a consumir

Essa esperança renovada

Em algo que não há-de vir.

publicado por poetazarolho às 23:26 | link do post