Quarta-feira, 07.09.11

Já não há heróis

 

Fui à terra de Cervantes

Tentei encontrar um herói

Já não os há como dantes

É uma pobreza que dói

 

Antes combatiam dragões

Hoje da sombra têm medo

Ainda falei com o Camões

Não me revelou o segredo

 

Adamastor tem a liderança

Cospem fogo os dragões

Luso heróis já não existem

 

Nem Quixote e Sancho Pança

Quero ouvir outras opiniões

Só vejo covardes que desistem.

publicado por poetazarolho às 23:06 | link do post | comentar
Domingo, 04.09.11

Nova Guernica

 

Guernica acontece de novo

Guerra do tempo contemporâneo

Em marcha contra este povo

Sem bombas ou outro sucedâneo

 

Económicas as actuais retaliações

São mortes lentas disfarçadas

Impõe cortes de muitos milhões

Mas as leis já foram decretadas

 

Por se ter acabado o dinheiro

Para te renovar as entranhas

Já não podes ser transplantado

 

Tu é que sofres na pele primeiro

Outrora habituado nem estranhas

Há muito à morte foste condenado.

publicado por poetazarolho às 22:00 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sábado, 03.09.11

Guernica eu

 

Mentira é mãe deste mundo

Holocausto nunca aconteceu

E numa análise bem a fundo

Guernica não foi ela, fui eu

 

Guerra nas minhas entranhas

Foi de Picasso uma invenção

Por isso tu já nem estranhas

Quanto te esventram, pois não?

 

Esvais-te em sangue e suor

Lágrimas, fonte há muito secou

Fica provado, mentira venceu

 

Não vires a cara, olha em redor

Tarde procuras quem te esventrou

O que não podia, aconteceu.

publicado por poetazarolho às 20:28 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 02.09.11

Compro almas

 

Compro almas, compro ouro

Compro vidas, compro prata

Vendo os títulos do tesouro

Porque tenho uma grande lata

 

Vendo cartilhas de governação

Aos iluminados governantes

Vocês pagam com suor o pão

Pagam imposto aos meliantes

 

Compro vidas, compro almas

Dos que agora são pedintes

Já não contribuem com nada

 

Outrora trazia-os nas palmas

Quando eram contribuintes,

Vendo muita alma renovada.

publicado por poetazarolho às 19:34 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 01.09.11

Guernica hoje

 

Em guernica vejo loucura

Vejo o mundo esquartejado

Guernica não tem brancura

Vejo o vermelho espalhado

 

Guernica que foi o passado

Mas tem cheiro do presente

Está lá o futuro estampado

Do nosso mundo deprimente

 

Guernica as almas trespassa

E trespassou muitos corações

Nestas lutas fratricidas

 

Hoje olha e cala quem passa

Quem cala não vê aflições

No futuro das nossas vidas.

publicado por poetazarolho às 21:32 | link do post | comentar

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