Terça-feira, 20.12.11

Inferno mais feliz

 

Afinal ainda há esperança

Pois decidiram emigrar

Os da nossa governança

Vão o inferno governar

 

Até fizeram a promessa

De um inferno mais feliz

À espera qu’a gente esqueça

Aquilo que um político diz

 

O demo é que não gostou

De ver seu espaço invadido

Mas por fim lá concordou

 

Em ceder o seu pedestal

Por lhe terem prometido

Baixar a conta do gás natural.

publicado por poetazarolho às 23:34 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 19.12.11

Humanidade fracturada

 

Radiografias estão tiradas

Mostram-nos as debilidades

Articulações desconjuntadas

Entre outras contrariedades

 

Uma osteoporose acentuada

Faz parte desta realidade dura

Quem diz que não vê nada

Será surpreendido pela fractura

 

A fractura será generalizada

Porque esta maleita é global

E mesmo toda fracturada

 

Humanidade aposta decidida

Em tudo aquilo que é letal

Porque o lucro comanda a vida.

 

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1142

publicado por poetazarolho às 20:51 | link do post | comentar
Domingo, 18.12.11

Radiografia do mundo

 

O mundo vai deprimir

Como deprimiu outrora

Não vai ser muita a demora

Muitas vozes se vão ouvir

 

Muitas vozes se vão calar

O mundo não vai decidir

O mundo até se vai rir

O mundo pode esperar

 

Nós é que já não esperamos

Nós somos os que choramos

Atrás de nós outros virão

 

Será diferente a situação

Este império vai desmoronar

Boa sorte para quem ficar.

publicado por poetazarolho às 23:37 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 16.12.11

Radiografia da nação

 

Cheguei a ser revolucionário

Mas a revolução decepcionou

Depois passei a reaccionário

Mas a reacção já me cansou

 

Por fim resolvi ser accionário

Mas não deu em nada a acção

Agora que sou excedentário

Já posso ajudar esta nação

 

Inscrevi-me como voluntário

Trabalho na desparasitação

Não recebo qualquer salário

 

Desparasito sem presunção

Esqueletos qu’estão armário

E todos aqueles que o serão.

publicado por poetazarolho às 01:17 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 15.12.11

Renascer

 

É generosa a mãe natureza

Ensinou-te ética e respeito

Mas tu com a tua certeza

A mãe não levaste a peito

 

Levado pelo toque de Midas

Esqueceste toda a harmonia

Fizeste sangrar as feridas

E o ouro trouxe-te agonia

 

Mãe viu-se então obrigada

A devolver-te ao pó original

E outra oportunidade te deu

 

Mas não quer vê-la desprezada

Estas forças pr’ó bem ou mal

Nunca ninguém as venceu.

 

http://www.youtube.com/watch?v=nbWFoaFn0Qo&feature=player_embedded#!

publicado por poetazarolho às 00:14 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Terça-feira, 13.12.11

O sistema

 

Desculpa não iliba a culpa

Nem deixas de ser culpado

E mesmo sem a desculpa

Da culpa podes ser ilibado

 

Se a culpa fôr do sistema

Onde te encontras instalado

Mesmo com culpa suprema

Não poderás ser condenado

 

Sistema deve ser acautelado

Já que os culpados preserva

Com o tempo são branqueados

 

E se têm sentido de estado

Podem manter-se na reserva

Até serem de novo chamados.

 

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=325

publicado por poetazarolho às 21:30 | link do post | comentar

Missão possível

 

Uma vida inteira a tentar

Concretizar o impossível

Discutir o indiscutível

Destruir o indestrutível

 

Vida acaba por se esgotar

Sem se atingir o inatingível

Transpôr o intransponível

Corrigir o incorrigível

 

Alienar o inalienável

Conciliar o inconciliável

Sondar o insondável

 

Igualar o inigualável

Apanhar moscas com vinagre

Tudo isto só por milagre.

publicado por poetazarolho às 00:48 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Segunda-feira, 12.12.11

Esperança roubada

 

Paz, harmonia e consenso

São difíceis de alcançar

Até parece contra-senso

Mas é mais fácil matar

 

Hoje a vida não vale nada

Valem muito os metais

Tanto que foi autorizada

A morte de muitos mais

 

Guerra, caos e tirania

É uma promessa segura

Será o fim da democracia

 

Mas não é uma ditadura

É aquilo que já se previa

O regresso à escravatura.

publicado por poetazarolho às 00:15 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 09.12.11

A crise explicada às crianças

 

Eles caminhavam ordeiros

Às mãos do seu agressor

Eles pareciam cordeiros

Todos suportavam a dor

 

Eles eram mais de um milhão

Só uns milhares do agressor

Eles jazeram mortos no chão

O silêncio foi ensurdecedor

 

Mas a semente permaneceu

Em chão de sangue podrido

E quem pensa que venceu

 

Está prestes a ser vencido

Só que ainda não percebeu

Mas já está de morte ferido.

publicado por poetazarolho às 23:08 | link do post | comentar
Quinta-feira, 08.12.11

Mau cheiro

 

Vamos ser desqualificados

Novo rating está em estudo

E como lixo classificados

Teremos mau cheiro e tudo

 

Mercados não vão suportar

Forte odor a putrefacção

Pôr-se-ão por daqui a cavar

Ou sofrem uma intoxicação

 

Virão para a grande limpeza

As brigadas anti-poluição

Limpar-nos-ão até ao tutano

 

E vocês podem ter a certeza

Será total a reconversão

Da nossa matéria em metano.

publicado por poetazarolho às 22:47 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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