Terça-feira, 06.03.12

Nascer

 

Desistir sem ter lutado

Aonde nos pode levar

Morrer sem ter nascido

Alguma vez ouviste falar?

 

Fazer caminho sem caminhar

É a mais triste ilusão

É preciso caminhar e errar

E empenhar o coração

 

Nasce p’rá vida nasce p’rá luta

Duma humanidade inteira

Neste tempo de modernidade

 

Empenha-te nesta disputa

Quando o colapso se abeira

Sem alma restará apenas saudade.

publicado por poetazarolho às 01:31 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Domingo, 04.03.12

Neoliberalismo

 

Houve óbitos excessivos

Embora ninguém ajuíze

Se é porque estavam vivos

Ou se é por causa da crise

 

Um dia virá a estatística

Fazer uma profunda análise

Que a realidade não belisca

Alguns faziam hemodiálise

 

Outros contraíram infecções

E uma virose atacou forte

Não chegaram as injecções

 

Pr’acorrer a tanta morte

E sem cair em contradições

Pr’alguns foi falta de sorte.

publicado por poetazarolho às 17:12 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sábado, 03.03.12

Relativamente

 

Ergo a taça ao Alberto

Que lá na sua cidade

Com seu espírito aberto

Fez nascer a relatividade

 

Viu a velocidade da luz

Ao quadrado vezes massa

Que uma energia produz

Na qual o tempo não passa

 

Não envelheces portanto

Se com o Alberto viajares

Embarcarás na fissão nuclear

 

Não faças esse ar d’espanto

Bastará para o comprovares

Que olhes o espelho ao chegar.

publicado por poetazarolho às 18:49 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 02.03.12

Longa noite

 

Fogo que arde sem se ver

Na fogueira da indiferença

Podemos estar a perecer

Mas isso não faz diferença

 

É nos tempos de bonança

Que se prevê a tempestade

Mas só se encheu a pança

Prometendo a modernidade

 

Agora recuamos mil anos

Após a invenção da roda

Vejo a revolução industrial

 

Mil promessas mil enganos

Mas agora já ninguém acorda

Desta longa noite ditatorial.

publicado por poetazarolho às 23:16 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 01.03.12

Das cinzas renascido

 

Governação dos falidos

Executada por agiotas

Não têm entes queridos

Consideram-nos idiotas

 

A quem tudo podem sacar

O que parece ser verdade

Não se importam de matar

Em nome da austeridade

 

Única verdade salvadora

Dum povo que foi tentado

Por tanto prazer proibido

 

Mas não perdem pl’a demora

Que um povo assim humilhado

Das cinzas surgirá renascido.

publicado por poetazarolho às 22:23 | link do post | comentar | ver comentários (3)

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