Sábado, 05.05.12

Além da loucura

 

Sou apenas um louco

E mais não consigo ser

Sei que é muito pouco

Por isso estou a padecer

 

Quero ir além da loucura

E muito além do possível

Não que anteveja a cura

Nem me chega o impossível

 

Não posso fazer mais nada

Do que agora me proponho

Não serei mais do que sou

 

Far-me-ei apenas à estrada

Não em busca de um sonho

Em busca dum milagre vou.

publicado por poetazarolho às 20:34 | link do post | comentar

Alienados

 

No princípio era o verbo

Depois a palavra um dia

Tornou o mundo soberbo

Fez surgir muita poesia

                    

Poesia explicava o amor

Também falava do ódio

Novela em seu esplendor

Ia no milésimo episódio

 

Mas a telenovela alienou

Quem tinha boa intenção

Todas as rimas comprou

 

Ficou com a poesia na mão

Soberbo poema declamou

O que fugiu da alienação.

publicado por poetazarolho às 00:30 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 03.05.12

Criação

 

Produzes por obrigação

Tudo aquilo que é banal

Se produzires com paixão

Vais ao encontro do genial

 

Onde por vezes a visão

Alcança algo de imortal

Num processo de criação

Onde se arrisca o surreal

 

Será o elefante trombone

Quem sabe a raiz pensante

Ou até os chapéus a voar

 

Exteriorizas algo disforme

E naquele preciso instante

Foste convidado a criar.

publicado por poetazarolho às 22:40 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Castelo de cartas

 

O castelo desmoronou

Por uma simples razão

Assim que o gong soou

Saiu tudo em procissão

 

Para comprar por metade

Atropelando sem compaixão

Demonstrando ansiedade

Vendendo a alma a tostão

 

Não mais existirá verdade

Quando se mata p’lo pão

São excessos da sociedade

 

Onde já não há civilização

E o primado da brutalidade

Consumiu toda a nossa razão.

publicado por poetazarolho às 00:03 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 01.05.12

Não o permitas

 

Não penses que já passou

Esse tempo que há-de vir

Não penses que o ser avô

Te impede de contribuir

 

Nós somos o fio condutor

Duma ligação geracional

Somos animal reprodutor

Que provem do ancestral

 

O saber de todos importa

A todos deve ser transmitido

Que não se percam as visões

 

Se não a sociedade entorta

Fica sociedade comprimido

E o espelho das televisões.

publicado por poetazarolho às 23:19 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Favorito

mais sobre mim

links

posts recentes

últ. comentários

Posts mais comentados

arquivos

pesquisar neste blog

 

subscrever feeds

blogs SAPO