Domingo, 12.08.12

Bomba genética

 

Há a bomba de neutrões

P’ra deixar tudo de pé

Só te estraga as feições

Não sabias mas assim é

 

Tudo permanece intacto

A alma é a excepção

É com o diabo o pacto

Na vitória da destruição

 

Que sem bombas avança

Mas a humanidade tritura

Com este ritmo frenético

 

É um plano de vingança

Faz parte da arquitectura

Do nosso código genético.

publicado por poetazarolho às 23:49 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 10.08.12

Geronimo

 

Chegou a hora de apagar

Cachimbo da paz com terra

Está na hora de desenterrar

O velho machado de guerra

 

Desta forma homenagear

O genocídio de um povo

Que aconteceu além mar

Não aconteça aqui de novo

 

É que envolto em poeira

Dele te tornaste devoto

Genocídio em democracia

 

Brilhante ideia pioneira

Em que por troca dum voto

Talvez vivas mais um dia.

publicado por poetazarolho às 20:51 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Tocar a mudança

 

Vem visitar nossa casa

Essa pois, o mundo inteiro

Onde a alegria extravasa

E ouves soar o pandeiro

 

Já se toca a mudança

Um pouco por tod’o lado

Mundo pula e avança

Acompanha o bailado

 

Este ritmo, a melodia

Convite a entrar na dança

Vem sentir esta alquimia

 

Que não é uma esperança

É este vento que assobia

Da certeza e perseverança

 

http://playingforchange.org/

 

http://en.wikipedia.org/wiki/Playing_for_Change

publicado por poetazarolho às 02:59 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 08.08.12

Sem medalhas

 

Sem medalhas de esperança

Nosso horizonte enegrece

Lágrimas trazem bonança

Que logo depois desvanece

 

Irrompendo em tempestade

Que nem o suor pode vencer

Trazendo mais negra a verdade

Pintada de vermelho a verter

 

Confunde-se no imenso clarão

É sangue do povo a escorrer

A verdade sempre escondida

 

Indisfarçável nesta situação

Em que o povo pode morrer

P’ra dar ao monstro nova vida.

publicado por poetazarolho às 00:20 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 05.08.12

Adversário

 

Possuo um adversário

Que vive dentro de mim

É um pouco temerário

Sente-se-lhe o frenesim

 

Quando atinge um record

Não se deixa convencer

Procura outro melhor

Estuda forma de o bater

 

Muitos anos a pedalar

Outros tantos aos pontapés

Algum ski pr’a desfrutar

 

A montanha a seus pés

Leva já alguns a nadar

E corre não chega a dez.

publicado por poetazarolho às 18:13 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 03.08.12

Petrificou

 

Pensador tanto pensou

Foi intenso o esforço

Tanto que petrificou

Com uma dor no pescoço

 

Nunca viria a entender

O pensar da humanidade

Que para alcançar o poder

Se prostituía com vaidade

 

Em troca de uns tostões

A dignidade hipotecava

E ao sabor dos milhões

 

Os interesses governava

E sem outras ambições

Petrificou e se fez escrava.

publicado por poetazarolho às 19:02 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 01.08.12

Finitos

 

Tanto tempo decorrido

Ainda é tempo nenhum

Tanto saber adormecido

É da sabedoria jejum

 

Será tempo de acordar

Todo esse potencial

Que nos fará recordar

Todo o nada existencial

 

Que somos sem o saber

Mas que julgamos não ser

Por ver o universo restrito

 

Que alcança a compreensão

Não alcançamos a dimensão

Do nosso universo infinito.

publicado por poetazarolho às 23:07 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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