Segunda-feira, 10.09.12

Inferno fiscal

 

Já que brincam c’o fogo

Uma coisa eu vos direi

Antevejo um só epílogo

Bem quente p’lo que sei

 

A equidade é no inferno

Onde todos possam arder

Pois chegado o inverno

Não haverá o que comer

 

Fala-vos a voz da razão

A fome por conselheira

Não é bom instrumento

 

Falta o gás para o fogão

Acende-se uma fogueira

É chegado o momento.

publicado por poetazarolho às 19:06 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 08.09.12

Felicidade descartável

 

 Consumir ideias estéreis

Desígnio da humanidade

E quantas mais tivéreis

Mais estéril a sociedade

 

Vendidas por atacado

Geram lucro de milhões

São produto envenenado

Propostas como soluções

 

Para os males incuráveis

Da sociedade de consumo

Que busca a felicidade

 

Nesses bens descartáveis

Onde não encontra rumo

Logo desde a tenra idade.

publicado por poetazarolho às 20:02 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sexta-feira, 07.09.12

Este é um novo dia

 

Paraíso não está perdido

Está por agora esquecido

Porque andas combalido

Escravo dum mau sentido

 

Que te aprisiona o coração

E te ofusca a consciência

Porque segues a televisão

E lhe prestas a obediência

 

Mas podes dizer basta

No dia da tua libertação

Em que a felicidade te guia

 

Te liberta da vida madrasta

Escutarás uma nova canção

Este será o teu novo dia.

 

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=mj5aAPmgGgQ

publicado por poetazarolho às 17:45 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 04.09.12

Vórtice consumista

 

Juventude não é caminho

Se não fôr sendo integrada

Pelas esquinas do carinho

Duma mão mais calejada

 

Juventude cedo se esgota

Nas vielas do desalento

E o amor já não brota

Terminou o seu momento

 

Já a visão humanitária

É uma causa perdida

Em prol duma outra visão

 

Toda a teia societária

Está sendo consumida

Num vórtice, numa ilusão.

publicado por poetazarolho às 17:51 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 01.09.12

Grandes do mundo

 

Liberta a tua mente

Dessa pobre escravatura

Apensas sendo consequente

Terás um dom que perdura

 

E não deixes que matem

Todos os nossos profetas

Nem tão pouco desbaratem

O que eram nossas metas

 

Ajuda a construir o futuro

Como foi escrito um dia

P’los grandes do nosso mundo

 

Não é este presente impuro

Que despertará p’rá alegria

Dum devir assim fecundo.

publicado por poetazarolho às 21:35 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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