Quarta-feira, 12.12.12

Elites

 

Poucos vêem com clareza

O que se está a passar

Essa elite da esperteza

Que nos anda a enganar

 

Querendo ter a certeza

De nos conseguir matar

Espalha fome e pobreza

Muito ruído a acompanhar

 

Mas sem nada sobre a mesa

Teremos que nos revoltar

Contra a elite e a corrupção

 

Ou com carácter e nobreza

Há apenas que aguardar

Pela sua autodestruição.

publicado por poetazarolho às 20:05 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 10.12.12

Opções II

 

25 de Abril é opcional

E o carnaval também

Neste mundo a moral

É tratada com desdém

 

Liberdade foi vendida

Democracia é uma farsa

A luta é causa perdida

Quando a moral é escassa

 

O valor da vida humana

Entra em depreciação

E as almas são p’ra saldar

 

Mas a alma lusitana

Não aceita esta opção

Mesmo em saldo vai lutar.

publicado por poetazarolho às 23:01 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 08.12.12

Pesadelo

 

Vendedor de sonhos faliu

Na sociedade sem coração

Nunca mais ninguém o viu

Já não ganhava para o pão

 

Todo o sonho sucumbiu

Já não há lugar à emoção

E o homem se incumbiu

De ser homem papelão

 

Sem coração e sem alma

Vai criando uma sociedade

De crise e de austeridade

 

Onde troca doses de calma

Por doses de ansiedade

Matou sonho e liberdade.

publicado por poetazarolho às 20:02 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 05.12.12

Povo que se segue

 

O povo vai acordar

Quanto já tiver morrido

Estado está a asfixiar

O que mexe, sem prurido

 

Que o pior não passou

E está longe de passar

São muitos os que matou

E mais que há-de matar

 

Nesta louca correria

Ao bolso do contribuinte

Leva mais do que devia

 

Torna tudo em pedinte

Povo morto por asfixia

Que venha o povo seguinte.

publicado por poetazarolho às 20:37 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 02.12.12

Impérios

 

Roma já está a arder

Parece o fim do império

Eu cá estou em crer

Que não existe mistério

 

Todo o império termina

Tendo a gula como pecado

Para o imperador estricnina

E o séquito cai a seu lado

 

Outro império nascerá

E não será muito diferente

A esse outro bastará

 

Que minta a tod’a gente

Pois muita gente haverá

Que acredita piamente.

publicado por poetazarolho às 23:16 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sábado, 01.12.12

Canto das sereias

 

Este barco vai a pique

Com orquestra a tocar

Não se trata do Titanic

Nem navega nesse mar

 

É um mar de desesperança

Que agora atravessamos

O cabo da boa esperança

Esse não mais alcançamos

 

Ao leme o comandante

Não sabe a arte de marear

Das sereias ouve o canto

 

E segue com ar triunfante

Ter-se-á deixado encantar

Vamos ao fundo garanto.

publicado por poetazarolho às 23:38 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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