Poema independente

 

Ao libertar-me da poesia

Na imensa tarde calma

Sem me aperceber cometia

Uma traição a minh’alma

 

Mas as palavras por dizer

Acabariam numa revolta

Teimaram em sobreviver

Prosseguiram em rédea solta

 

A transformar-se em poema

Revoltando-se contra a traição

De sentir o poeta ausente

 

E o poeta em seu dilema

Aceitou esta revolução

Do poema independente.

publicado por poetazarolho às 22:58 | link do post | comentar | ver comentários (1)