Terça-feira, 24.07.18

Asas

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Ganhar asas e... escrever!

Com leve pena, desenhar

É uma pena não poder

Por uns instantes voar

 

Ganhar asas e... não perder

Capacidade de reinventar

Toda a imensidão do ser

Que um dia pôde sonhar

 

E assim finge voando

Tudo aquilo que não será

Enquanto gasta escrevendo

 

O que nunca voará

Resta o que fôr sonhando

Mas que jamais escreverá.

publicado por poetazarolho às 20:59 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Lixeira

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“Quem tem um’algibeira”

Sempre pronta a seduzir”

Mostra do alto da barreira

O que poderás conseguir

 

Mas não faças asneira

Para o oiro te seguir

Pois de outra maneira

Vais ter que nos ouvir

 

Não é voz da consciência

Pois consciência não terás

Mas o oiro que murmura

 

Permite a interferência

Deste que é satanás

E esta lixeira perdura.

 

publicado por poetazarolho às 03:33 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 20.07.18

Firmamentos

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“Os restos que ninguém quis…”

Fizeram a sopa de tantos

Mas isso a consciência não diz

E quem cala esses prantos?

 

Uma caldeirada de perdiz

Condiz bem noutros mantos

Diamantes moldam perfis

Atmosferas plenas d’encantos

 

Arrasta o teu parco viver

Vai calcorreando a viela

Descrita no teu passaporte

 

És um activo a defender

Tens cartão e tens gamela

Tens o firmamento, que sorte.

publicado por poetazarolho às 10:36 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Gestões

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“Que os demais são mal geridos,”

É uma gestão à portuguesa

Quase todos estão falidos

Falta ir a gestora presa

 

Gestora de bens perdidos

Pra uns, com tod’a certeza

Para outros são adquiridos

Gozam de imensa largeza

 

Mas o mundo não é justo

Ouvi... nunca poderia ser

Se ninguém fanfe, com Fafe

 

Proponho um povo robusto

Que não tendo nad’a perder

Todos esses gestores estafe.

publicado por poetazarolho às 07:23 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 19.07.18

Lusitanos

Lusitanos.jpg

“À espera que a coisa abrande…”

Já me tinha apercebido

Que por suposto vai grande

Este desgarrar sustenido

 

Mas se a nota se expande

Acima do que lhe é pedido

Põe a plateia em debande

Porque se quebra o vidro

 

Não que não saiba cantar

Mas antes se entusiasmou

Muito além da Taprobana

 

E assim pôs-se a dobrar

O que nunca ninguém dobrou

Toda a treta lusitana.

publicado por poetazarolho às 17:10 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Esmolando

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“A ficar “formolizada””

Escapou em boa hora

Senão não daria em nada

Toda a poesia de outrora

 

Por dentro cristalizada

E cristalizada por fora

Sempre de perna cruzada

Lá onde outro génio mora

 

É no cima dessa rua

Garret mais propriamente

Onde está e não se amola

 

Se a mente não fosse sua

Talvez tivesse outra mente

Lhe desse pra pedir esmola.

publicado por poetazarolho às 16:10 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Formolizada

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“Fica mais que fragmentário…”

Fica a mente fragmentada

Fica inscrito no anuário

Que a mente está acabada

 

Bem guardada num armário

Em formol acondicionada,

Era um génio seu usuário…

Foi mil vezes estudada

 

Do estudo nada saiu

Pois as mentes estudiosas

Ficavam-lhe a anos luz

 

Mas o que ninguém previu

Foi que um milhar de prosas

Nem um poema produz.

publicado por poetazarolho às 14:49 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Castrense

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“Pego no leme, ergo o mastro

E todo o rumo é bem-vindo!”

Solto amarra e dou lastro

Deste porto vou partindo

 

Minha cabana por um castro

Chão pó, tecto colmo e rindo

Posso rir sem ser emplastro

Posso ser emplastro sentindo

 

Posso sentir o universo

No pulsar do firmamento

Posso sentir e não pensar

 

Pensar de modo diverso

E julgar que o momento

Não é momento de julgar.

publicado por poetazarolho às 11:40 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Varandas

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“Nas varandas do Dafundo…”

Deu-me forte sim senhor

Foi um balanço profundo

Desde o luar ao sol pôr

 

Acordei lá bem no fundo

Como se poderia supor

Depois parti para o mundo

Todo o que estava ao redor

 

Mas no mundo insuficiente

Fui ficando aprisionado

Sem uma fronteira definida

 

Descobri outro diferente

Onde não estou confinado

Pró qual estou de partida.

publicado por poetazarolho às 10:48 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Amores

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“Vem de ti, salta pra mim,

Vem cear à nossa mesa.”

Desde logo é um festim

Evento de rara beleza

 

Mas as coisas são assim

Podemos ter a certeza

Quano o jazz é de cetim

Fica nossa atenção presa

 

Congrega muitos saberes

Congrega todas as cores

Congrega um mundo inteiro

 

Vale a pena correrres

Atrás de muitos amores

Mas não há como o primeiro.

publicado por poetazarolho às 07:05 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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