Quarta-feira, 29.08.18

E=mc2

E=mc2.jpg

Eu no tempo apenas perdido

Com os afazeres habituais

Não sei se por ter nascido

Ou por outras causas banais

 

Não encontrei definido

O que para os seres normais

Poderia já estar decidido

Pois do tempo não voltam mais

 

Embarquei numa equação

Toda plena de energia

Mas logo dúvidas suscitou

 

Assinalaram a transgressão

Dizem-me não ser do Mia

Einstein ainda não voltou.

publicado por poetazarolho às 14:10 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 23.08.18

Barca encalhada

Barca encalhada.jpg

“Paga em dobro a velha renda”

E inda brinca aos pobrezinhos

Sem mais cheta p’rá contenda

Calcorreia estes caminhos

 

Vê arder a velha tenda

Corre a rezar aos santinhos

Que lhe negam uma prenda

Por não verem sapatinhos

 

Mas um azar nunca vem só

Já não sei o que faremos

Desta vida assim trajada

 

Se todos viemos do pó

Sugiro então que rememos

Na nossa barca encalhada.

publicado por poetazarolho às 16:51 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Barca real

Barca real.jpg

“Fosse a sua embarcação...”

Fosse um pedaço de mundo

Ou pedaço de emoção

Desse sentir mais profundo

 

Fosse a transitória ilusão

De um porvir mais fecundo

Ou a forte sensação

Deste presente imundo

 

Fosse barca de papel

Por força de marinheiros

Fosse torre de babel

 

P’lo suor de cantoneiros

Mas nascidos no tropel

Eram os reis os primeiros.

publicado por poetazarolho às 12:05 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 22.08.18

Caravela

Caravela.jpg

“De podê-los traduzir...”

Sem que houvesse tradução

Contudo podia-se sentir

Os ecos do coração

 

O pulsar fazia-se ouvir

Alma sobrepunha à razão

Sem saber para onde ir

Polvilhada dessa emoção

 

E ao longe a caravela

Com carga de especiaria

Sobrepunha-se ao luar

 

Nunca soube o nome dela

Tão pouco se existiria

Mas o odor ficou no ar.

publicado por poetazarolho às 20:00 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Persistência

Persistência.jpg

Hoje nasceu o imperfeito

Do meu perfeito reflectir

Isso deixou-me desfeito

Pois inverteu-me o sentir

 

Meu ser mais rarefeito

Não sabe p’ra onde ir

Nascera assim perfeito

Estava agora a deflectir

 

Procurar outra existência

Não parecia uma opção

Dar o corpo à desistência

 

Também não foi a solução

Vivi sempre a persistência

Da minha perfeita ilusão.

publicado por poetazarolho às 13:44 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 02.08.18

Tecelão

Tecelão.jpg

"Pois pode ser que te frites..."

Nas tramas deste tear

Vê por favor não me irrites

Que não me quero irritar

 

Ainda destroças os limites

Muito além do lado lunar

Vê por favor não me agites

Que não me quero agitar

 

Este tecido é sensato

Tem raios de integridade

Assim afiança o tecelão

 

Quem o veste é pacato

Mas se perde a dignidade

Pode tomar de assalto a razão.

publicado por poetazarolho às 00:30 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 01.08.18

Zé Povinho

Zé Povinho.jpg

Zé Povinho na literatura

Sua atitude não é mole

Zé Povinho tem coisa dura

Enquanto defende a prole

 

Zé Povinho ainda perdura

Sem que rótulo se lhe cole

Zé Povinho na amargura

Qualquer treta não engole

 

Zé Povinho é coisa nossa

Nunca disposto a mendigar

Zé Povinho ainda faz mossa

 

Quando o querem enganar

Zé Povinho nunca faz troça

Mesmo se o tentam destroçar.

publicado por poetazarolho às 13:47 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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